O CQC não está renovando apenas o humor na tevê; também tem apresentado uma forma diferente de merchandising. Nada de apresentadores atrás de uma bancada listando qualidades duvidosas dos produtos à venda: moto mais barata do mercado, iorguteira com conjunto de potes grátis, filmadora que serve de pendrive (!). Em vez dos clichês desse modelo empoeirado, o CQC aposta em filmes que mostram o trio de apresentadores bebendo refrigerante ou cerveja em festas nos bastidores. E, melhor, tudo bem rapidinho: longo o bastante para bancar o programa e curto o suficiente para não irritar o espectador.
Com a repercussão da campanha CQC no Congresso, o Senado decidiu liberar gravações do humorístico na Casa. O primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais, responsável por autorizações desse tipo, se comprometeu a credenciar os repórteres assim que o pedido formal da Band chegar à Brasília. O apresentador Marcelo Tas anunciou o fato há pouco, no início da edição de hoje do programa, e comemorou com a equipe ao som de samba — com direito a confete e serpentina [veja no vídeo acima].
A sempre bem-humorada Hebe Camargo... Ops, essa frase está ultrapassada: desde a estréia do CQC, a apresentadora do SBT tem exibido sua porção mal-humorada. Abordada por algumas vezes pela equipe do humorístico, ela simplesmente ignora os pedidos de entrevista e foge dos repórteres e das câmeras — diferentemente do que faz com o Pânico, por exemplo. Hoje a cena se repetiu. Sinal de que a concorrência direta com um programa tão bom tira Hebe do sério — ou melhor, a deixa séria.
Foi ao ar ontem a última edição do Repórter Inexperiente, personagem do humorista Danilo Gentili no CQC. Apesar da pouca experiência (apenas 13 entrevistas, todas gravadas antes da estréia da atração), o repórter se aposentou. Como ficou conhecido, a brincadeira não funcionaria mais. Na matéria final, a conversa foi com padre Quevedo — pouco engraçada, aliás.
O melhor momento do programa foi o quadro Proteste Já, com Rafinha Bastos cobrando explicações do desastrado (para não usar adjetivo pior) prefeito de Mairiporã, que pagou mais caro que o normal pela merenda escolar.
Leitores do Tevê Aberta haviam declarado sua preocupação com a audiência do CQC: com três pontos no Ibope, avaliavam, o humorístico corria o risco de sair do ar. Para eles, uma boa notícia: a edição de ontem teve média de seis pontos, o dobro da estréia. Houve pico de oito. O índice foi suficiente para tirar a Band da quinta colocação no horário. Ficou em terceiro, atrás de Globo (28) e Record (16) e à frente de SBT (4) RedeTV (2).
Líder da equipe, Marcelo Tas comemora. "É muito legal bater o SBT e a minha querida 'ídola' Hebe Camargo fazendo um programa em que acreditamos plenamente", escreveu em seu blog. Para ele, o desafio agora é encostar na Record: "Está um pouco longe, mas quem sabe a gente morda os calcanhares deles um dia desses". Boa sorte, Tas.
O repórter do CQC Oscar Filho esteve na 12ª Parada Gay de São Paulo, realizada ontem, e gravou reportagem exibida na edição de hoje da atração. Assista no vídeo acima.
Quer tirar a graça de um programa de humor? Um caminho é acrescentar risadas gravadas — a famosa claque — após as piadas. Foi o que a Band fez com o CQC. Talvez por isso a atração não provoque tantas risadas quanto antes...
A tática do Pânico na TV para surpreender celebridades internacionais deu certo mais uma vez: as trapalhadas de Sabrina Sato como entrevistadora conquistaram o ator Ashton Kutcher, assim como aconteceu com Hugh Jackman. Mas a conversa entre os dois corre o risco de não ir ao ar.
De acordo com o Glamurama Pop, os agentes do namorado de Demi Moore não aprovaram a entrevista e retiveram a gravação para editá-la. A intenção seria cortar algumas declarações do ator, que teria se divertido tanto que estendeu o encontro de três minutos para 30.
O site diz que a Fox do Brasil, distribuidora do novo longa de Ashton, "está fazendo de tudo para conseguir a liberação da entrevista na íntegra". O resultado da negociação deve ser visto no próximo domingo, data prevista para a exibição da matéria.
A Praça é Nossa e Programa Raul Gil sobrevivem na tevê há mais de quarenta anos sem passarem por significativas renovações. Resultado? Acabaram cansando parte do público. Em enquete realizada esta semana pelo Tevê Aberta, 111 leitores (41% dos 268 votantes) disseram não agüentar mais ver o humorístico do SBT e 100 (37%), os calouros de Raul Gil.
Programas policiais (84 votos ou 31%), filmes da Sessão da Tarde (81 ou 30%) e o desenho Pica-Pau (81 ou 30%) também podem ser aposentados, segundo participantes da enquete. Chaves se deu melhor na competição, somando menos cliques: apenas 64 visitantes (ou 23%) afirmaram estarem cansados do seriado. Não à toa é o coringa de Sílvio Santos.
O blog agradece a participação dos 268 leitores, que desta vez podiam escolher mais de uma opção da enquete.
Não teve pra nenhum outro: o Pânico na TV foi apontado como o melhor humorístico pelos leitores do Tevê Aberta, em enquete realizada esta semana. O programa da RedeTV recebeu 99 dos 227 votos (43%). Bem distante do líder, o Custe o que Custar somou 64 (28%), um bom número se considerada a data de estréia do CQC — menos de um mês atrás. Show do Tom (24 votos ou 10%), Casseta & Planeta (16 ou 7%), Zorra Total (13 ou 5%) e A Praça É Nossa (11 ou 4%) ficaram nas últimas posições do ranking.
Humoristas seguem sendo vítimas de entrevistados sem jogo de cintura: depois que Vesgo, do Pânico na TV, apanhou de Victor Fasano e Netinho de Paula, foi a vez de Oscar Filho, do Custe o que Custar, ser agredido pelo cinesta Hector Babenco. Mal-humorado, o diretor bateu no repórter com uma revista, porque não gostou de uma pergunta. Reveja no vídeo acima.
A estréia do Custe o que Custar e a reestréia do Casseta & Planeta movimentaram a concorrência entre os humorísticos da televisão aberta — que ainda inclui Pânico na TV, Zorra Total, Show do Tom e A Praça É Nossa. Qual deles é o melhor? Escolha na enquete do blog, na barra à direita, abaixo do logotipo do Tevê Aberta. Cada visitante só pode votar uma vez (de um mesmo computador).
Depois de Carolina Dieckmann, é a vez de Preta Gil recorrer à Justiça para proibir o Pânico na TV de mencionar seu nome e, mais especificamente, sua forma física. Ontem, a 48º Vara Cível do Rio de Janeiro aprovou o pedido de liminar, segundo informou o advogado da cantora, Ricardo Brajterman, à Folha Online.
Caso o Pânico ou outro humorístico da emissora desrespeite a decisão, caberá multa de R$ 50 mil. Preta entrou com a ação depois que o programa satirizou o caldo que ela tomou numa praia do Rio de Janeiro, mostrando uma sósia sendo puxada por um trator [veja no player acima]. Então está combinado: de gorda não pode mais chamar, mas pode de sem-graça, exibicionista, egóica...
O Pânico na TV deste domingo lançou um "novo" quadro: o Dr. Silica. Dois humoristas do programa foram a praias do Sul do Brasil com falsos detectores de silicone para descobrir se os atributos das banhistas eram naturais. Idéia original? Nem um pouco.
O quadro foi claramente copiado do Caiga Quien Caiga do Chile, formato comprado pela Band e cuja versão brasileira — intitulada Custe o que Custar — estreou na noite de ontem [leia análise], um dia após a exibição da "novidade" na RedeTV. O detector de silicone chileno começou a funcionar em janeiro. Assista aos vídeos desta postagem e confirme o plágio.
Foi um mau começo. Às 22h15, horário anunciado na propaganda, a tevê já estava ligada na Band. Vinte minutos depois, nenhum sinal do programa prometido. No lugar, velhas pegadinhas sem-graça — idéia do "genial" programador da emissora para escapar da concorrência com o Big Brother Brasil.
Fim do BBB, enfim o CQC. Custe o que Custar, humorístico cujo formato foi comprado pela Band, entrava no ar com o experiente Marcelo Tas, o caricatural Rafinha Bastos e o ainda tímido Marco Luque na bancada. Tudo levava a crer que a atração seria uma espécie de Pânico na TV genérico, mas bastou a edição de estréia para ressaltar as diferenças entre os dois humorísticos.
O CQC acertou ao não se debruçar exclusivamente sobre o universo das "celebridades", explorado ad nauseam pela turma de RedeTV. Enquanto as entrevistas com uma ex-BBB e com uma futura apresentadora da Band foram os piores momentos, a conversa de Gretchen com o "inexperiente" repórter interpretado por Danilo Gentile foi um dos pontos altos.
Só não superou os momentos em que o programa se aproximou do universo político, possivelmente na tentativa de conquistar um público mais adulto. Rafinha Bastos conseguiu a façanha de aliar sarcasmo a prestação de serviço: esteve na Sabesp para cobrar o funcionamento de estações elevatórias de esgoto e esperou ser atendido sentado num vaso sanitário. Seja bem-vindo à tevê, humor com conteúdo.
Alguns pequenos ajustes, para acabar com os exageros de movimentação de câmera, de efeitos na edição e de imagens no telão podem estabelecer o Custe o que Custar como uma alternativa às piadas vazias do Pânico na TV e do Casseta & Planeta. Foi um bom começo.
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Segunda-feira não é o dia ideal para piadas, certo? Errado, pelo menos para duas emissoras, que apostam no humor para aumentar a audiência na noite de hoje. A Band estréia o Custe o que Custar, similar ao Pânico. O Superpop, da RedeTV, aposta na ironia de Evandro Santo, o Christian Pior.