A terceira temporada do Tevê Aberta já começou, desta vez no Twitter. Depois de idas e vindas (ou seja, primeira e segunda temporadas), o ex-blog volta comentando em tempo real a programação da televisão aberta brasileira. Leia no gadget localizado no topo desta página (aí em cima) ou siga no twitter.com/teveaberta.
Quarta-feira, Julho 08, 2009
Resumo da cobertura da estreia de Som e Fúria no twitter do Tevê Aberta
Foi só a estreia, mas Som e Fúria já é forte candidato a melhor atração do ano. Direção, roteiro, trilha, edição e Andréa Beltrão de 1ª!
O texto é muito muito bom, só que importado. O original é do Canadá: Slings and Arrows, de Susan Coyne, Mark McKinney e Bob Martin.
A mistura do elenco é sensacional: de ator de pegadinha a Andréa Beltrão (ela merece ser citada três vezes em menos de 20 minutos).
Andréa Beltrão é o tipo de atriz que acerta em cada palavra. Não "se acha a Fernanda Montenegro", como disse o texto, mas tá quase lá.
Ops: Andréa Beltrão não acerta cada palavra, acerta cada letra! Im-pres-si-o-nan-te!
Felipe Camargo parece não ter entendido uma frase da cena do velório. Essa é a volta por cima?
Dan Stulbach arrumou um papel que é a cara dele: bobão (viu o showzinho no Altas Horas?).
What the hell Regina Casé tá fazendo com o mesmo figurino de leopardo do Central da Periferia?
Foi só a estreia, mas Som e Fúria já é forte candidato a melhor atração do ano. Direção, roteiro, trilha, edição e Andréa Beltrão de 1ª!
O texto é muito muito bom, só que importado. O original é do Canadá: Slings and Arrows, de Susan Coyne, Mark McKinney e Bob Martin.
A mistura do elenco é sensacional: de ator de pegadinha a Andréa Beltrão (ela merece ser citada três vezes em menos de 20 minutos).
Andréa Beltrão é o tipo de atriz que acerta em cada palavra. Não "se acha a Fernanda Montenegro", como disse o texto, mas tá quase lá.
Ops: Andréa Beltrão não acerta cada palavra, acerta cada letra! Im-pres-si-o-nan-te!
Felipe Camargo parece não ter entendido uma frase da cena do velório. Essa é a volta por cima?
Dan Stulbach arrumou um papel que é a cara dele: bobão (viu o showzinho no Altas Horas?).
What the hell Regina Casé tá fazendo com o mesmo figurino de leopardo do Central da Periferia?
Domingo, Julho 05, 2009
Gênio: Silvio Santos troca de lugar com Patrícia no Roda a Roda e vira ajudante de palco.Este texto é parte da experiência do Tevê Aberta no Twitter. Siga: http://twitter.com/teveaberta
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009
Criador do chamado “padrão Globo de qualidade”, José Bonifácio de Oliveira, o Boni, diz que a TV aberta brasileira está perdendo audiência porque piorou nos últimos dez anos e segue um modelo de grade de programação que está “esgotado”. Admite, contudo, que é “difícil resolver” o problema.
“Aqui [no Brasil], os veículos se acomodaram, passaram a acreditar que é assim mesmo, que videogame e internet tiraram parte de suas audiências”, afirma. “Ninguém corre atrás de inovação, de qualidade, de pesquisa. Há apenas tentativas de se adivinhar o que o público quer. Falta ciência”, desabafa.
Para Boni, as pesquisas feitas pelas emissoras são convencionais e insuficientes. Precisam ser mais frequentes e melhor analisadas. “Pesquisa às vezes é para ser contrariada também”.
Boni diz que suas críticas são para todas as emissoras. “O problema é geral”, afirma.
O executivo, que deixou o comando da Globo em 1998, assiste hoje a uma televisão “engessada, enlatada”, que aposta nos mesmo formatos de sempre. “Além de “Big Brother Brasil”, nada de novo apareceu na televisão nos últimos anos”, alfineta. “A TV precisa de uma injeção de vida. Está faltando ar. Falta inconformismo”, afirma.
De acordo com Boni, as redes se acomodaram com suas posições no Ibope. “A Record já bateu a cabeça no teto. Chegou onde tinha que chegar e não procurou mais”, avalia.
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Domingo, Fevereiro 15, 2009
A edição de hoje da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo traz entrevista com Daniel Filho, que já foi um dos principais executivos da TV Globo e hoje comanda a Globo Filmes. Além de comentar o sucesso de seu filme "Se eu fosse você 2", ele critica a programação atual da televisão, opinião que coincide com a publicada pelo Tevê Aberta em 9 de fevereiro: "Tudo o que está sendo apresentado ali não me interessa".FOLHA - Você já disse que a Globo tinha que mexer na programação e afirmou que não vê mais TV.
DANIEL - Nenhum programa na televisão me atrai, nenhum. Eu não ligo a televisão. É um cansaço meu, sei lá. Nem o "Jornal Nacional" eu preciso ver mais. Eu leio jornal, a internet te bota no dia-a-dia do que está acontecendo. Não sei o que você acha. Mas eu acredito que, pela audiência que a TV tem tido, essa sensação deve ser geral. Eu vejo a audiência dos programas caindo. A TV já foi um "must" nosso e hoje não é mais. Ficou meio morninha. Não mexe mais com as pessoas, não vejo mais dizerem: "Eu preciso ver isso". Não vejo ninguém discutindo o capítulo ou o programa exibido no dia anterior. Eu vejo isso com seriados americanos.
FOLHA - A TV ficou velha?
DANIEL - Sem dúvida nenhuma. Eu não diria velha... Eu ainda estava na televisão em 1990, por aí, e já percebia que, com os canais fechados, a TV aberta iria virar o AM e a TV fechada seria o FM. Ou seja, a televisão tendia a se popularizar mais. E houve isso. Praticamente todas as famílias brasileiras têm hoje um aparelho de televisão. Então, mudou o tipo de público. Agora, é importante registrar: eu estou afastado [da TV]. Portanto, eu não sei com que público eles estão trabalhando, para quem estão falando nem para quem desejam falar.
FOLHA - Nem o "Fantástico", que ajudou a criar, você vê?
DANIEL - O "Fantástico" perdeu a dimensão há muitos anos. Perdeu. Era um programa que pertencia ao meu domingo e que foi, pelas suas matérias, pela sua estrutura, me tirando dele. Agora, eu só vou em baile em que eu queira entrar. A TV tem esse problema: você pode desligar. Então eu não quero dar a minha opinião porque eu não sei com quem eles estão falando. Eu sei que comigo eles não estão falando. Tudo o que está sendo apresentado ali não me interessa.
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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009
Algo está errado quando um blog tem mais visitas e comentários depois de ser "abandonado" do que no período em que era constantemente atualizado. É o que acontece com o Tevê Aberta, agora e em paradas anteriores. Para dar fim às especulações, decidimos passar aqui para explicar de vez a ausência.Não, não morremos, tampouco o dinheiro ganho com os banners do Submarino (a maior parte vinda depois que o blog parou, diga-se) patrocinou viagens pelo mundo, como sugeriram alguns. Aliás, até que não seria nada mal... A viagem, claro. Não a morte, que pode ser adiada.
O que aconteceu então? Prestem atenção na programação da tevê aberta brasileira e tentem responder vocês mesmos. Não demanda muito esforço: uma zapeada rápida é capaz de acabar com a dúvida. A leitura das colunas e dos blogs sobre televisão também ajuda a entender o motivo do "abandono".
Algo está errado quando o Big Brother Brasil pode ser considerado o melhor programa de TV e o Big Bosta Brasil, o melhor veículo de comunicação sobre TV. Na televisão de hoje, sobra pretensão, conservadorismo, falsa seriedade, previsibilidade. Falta modéstia genuína, inovação, diversão, surpresa.
O tempo em que se incluía a tevê brasileira na lista das melhores do mundo passou. E, por enquanto, não dá sinais de que vai voltar. O que nossas emissoras produzem atualmente, em geral, é de baixíssima qualidade.
O principal produto de exportação, as novelas, prenderam-se a amarras difíceis de desatar. São os mesmos autores, os mesmos diretores, os mesmos atores, os mesmos técnicos, as mesmas histórias. O primeiro capítulo revela o que acontecerá no último. Entre o segundo e o penúltimo, sucedem-se cenas vazias para segurar um público pouco exigente.
Nos demais programas, o problema se repete. São os mesmos apresentadores, as mesmas atrações e a mesma platéia que grita ao ver piscar o sinal de aplausos. Até o seriado A Grande Família, apontado como uma exceção a essa triste regra, vem trilhando o caminho da mesmice.
A queda de audiência começa a preocupar as emissoras. Mas em vez de apresentarem novidades, os canais recorrem ao batido, ao antigo, ao mofado (vide Pantanal). Mudam o ditado para "em time que está perdendo, não se mexe".
Colunas e blogs especializados em televisão parecem comemorar o início da decorrada do veículo do qual sobrevivem. Dados do Ibope são divulgados quase em tempo real, como se qualidade se medisse em número. Qualidade, aliás, é palavra praticamente ausente nesses espaços.
O Tevê Aberta tentou ser uma alternativa. Deixamos os elogios à Globo para a Patrícia Kogut, o business para o Daniel Castro, as fofocas para a Fabíola Reipert, as fotos de artistas seminus para outros sites. Planejamos ser um blog de análise, não ceder ao apelo da massa. Mas esta é uma missão difícil demais.
Continuar assistindo à programação de Globo, Record, SBT, Band, RedeTV, TV Brasil e Cultura seria uma obrigação, não mais um prazer. Por conseguinte, concluímos que ler um blog marcado por lamentações como as aí de cima também não seria nada prazeroso para os leitores.
Isso significa que o Tevê Aberta acabou de vez? Não, por isso não houve despedida. Significa que está em compasso de espera, torcendo para que as emissoras admitam que estão tomando a direção errada e, então, repensem seu trajeto. Estamos ansiosos para encontrar indícios de modéstia genuína, inovação, diversão e surpresa. Principalmente, surpresa.
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