quarta-feira, junho 13, 2007

A Pedra do Reino derruba a audiência da Globo

O primeiro capítulo da microssérie A Pedra do Reino derrubou a audiência da Globo. A emissora, que costuma registrar 25 pontos no horário, viu seu Ibope cair pela metade. Exibida das 22h30m às 23h30m, a produção amargou média de 12 pontos. Acabou perdendo para a novela das 22h da Record por 31 minutos: Vidas Opostas alcançou média de 18 (das 22h13m às 23h06m). Para efeito de comparação, Hoje É Dia de Maria — microssérie do mesmo diretor, Luiz Fernando Carvalho — estreou marcando 34 pontos, três vezes mais do que A Pedra do Reino.

4 comentários:

adrianodassuncao disse...

poxa, ainda mais se tratando de um primeiro capitulo....que é peça fundamental para prender a atenção de todos nos,principalmente uma microsserie, já que com certeza não será numa quinta-feira que teremos vontade de entender a historia.......
Realmente muita confusa, não se entendia nada,ainda mais que a maioria gosta sim de historias já mastigadas, até mesmo pq é uma das poucas distrações de muitos....
Mas uma coisa vale muitooo em tudo isso, pelo menos o casting e local e a Globo não trouxe o sertão da Paraíba.... para Jacarepaguá....

anthropological-blues disse...

Mesmo já tendo desistido de assistir a minissérie acho que vale a pena a Globo investir em experimentações. Se ela não fizer isso, quem fará?

Mas se a opinião de um telespectador interessa, acho que no Brasil há uma confusão entre qualidade intelectual ou cultural e hermetismo, linguagens cifradas e esotéricas, como se algo que fosse bom não pudesse ser entendido por todos.
Me pareceu que a proposta do diretor é altamente erudita e pouco aberta à participação e ao entendimento do "grande público". Dá a entender que ele queria realmente afastar o grande público da história.
Então eu acho que a TV aberta oscila entre o grotesco do dia a dia e o preciosismo de vez em quando.
Por que não pensar em produções menos preciosas e mais atraentes do ponto de vista narrativo? Fazer uma minissérie com a linguagem de Babel não é indigência intelectual e no entanto seria muito mais atraente para um público que não é simplório, mas também não se enquadra dentro das pretensões eruditas do diretor.

DALMO disse...

A Globo não lançou esse produto para ser uma pedra de tropeço, apenas o fez para vender para canais estrangeiros e disputar prêmios internacionais. Ela sabe que nunca conquistará um Emmy importante com a programação que tem, nem com muita magia; então botaram a mente pra malhar, e decidiram enfiar o pé na jaca gastando tubos com esse programa. Vamos torcer para dar certo.

anthropological-blues disse...

Olha se for isso, me desculpe mas ela nunca ganhará o Emmy. Sou fã de séries e minisséries anglo-saxãs do tipo Rome, The Tudors, The Sopranos e tals. Essa linguagem onírica demais e sem que a história real (afinal todo o romance de Suassuna é baseado em fatos reais)seja minimamente passada para o telespectador, nunca que vai ter prêmio. Americanos e ingleses não são barrocos. O mexicano que fez Babel teve de aprender isso.