sexta-feira, julho 11, 2008

Mudança na grade aumenta audiência da Globo

A decisão da direção da Globo de esticar a linha de shows na quinta-feira deu certo: a reestréia de Por Toda Minha Vida, em edição sobre os Mamonas Assassinas, aumentou substancialmente a audiência na faixa. Enquanto na semana passada a emissora perdeu para a Record (com o seriado House), ontem liderou com 26 pontos e 42% de participação, excelente índice para o horário — o programa terminou próximo da 0h30. Superou a audiência de Casos e Acasos, que teve 22, mesmo indo ao ar mais cedo.

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5 comentários:

Epifania audiovisual disse...

Depois da matéria exibida ontem pelo Jornal da Record, podemos crer que agora é guerra declarada entre Record e Globo.
vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Anônimo disse...

ontem foi muito chique o "Por toda minha vida",so não sei se os proximos serão tão bons como esse.
qual será a proxima enquete?
axo que poderia ser "qual emissora está com a pior programção"

Júlio disse...

Vi no blog "epifania audiovisual", que comenta aqui em cima, o vídeo que a Record declara seu crescimento no Ibope. Uma verdadeira aula de como não se deve proceder eticamente. Postei noaquele blog um comentário que republico aqui sobre a falta de ética e do que penso sobre esta guerra que deveria ser positiva, mas que percebemos não ter muitos frutos para nós telespectadores.
É evidente que faltou ética, como infelizmente é prática comum desta mídia que temos no momento, mas a Record é EXPERT no assunto. A falta de ética é tão exacerbada na emissora da Igreja Universal que chega ao limite do ridículo. Concordo quando o blog epifania audiovisual diz que pode ser uma ação negativa, principalmente para os telespectadores "pensantes" deste país. A maneira agressiva e até mesmo com aparência de vingança é dispensável e totalmente anti-profissional. Parece coisa amadorística, de criança que perde sempre no jogo e quando ganha faz alarde, grita, chora, esperneia e agride todo mundo. Chega ao ridículo. Vendo o vídeo postado pelo blog percebe-se que o Paulo Henrique Amorim está lavando a alma de felicidade ao relatar os números do Ibope de forma tão agressiva, e todos sabem que ele saiu com ódio mortal da Globo e passa isso claramente a cada momento que lhe é permitido falar da atual rival. Portanto tudo que ele disser contra a Globo não tem o peso devido, não passa a credibilidade que deveria passar, entende? Não estou aqui defendendo a Globo, pelo contrário, acredito que a livre concorrência e o crescimento das demais redes de televisão sejam fatores benéficos para todos nós que almejamos ter uma televisão de qualidade e com diversidade, porém o que ocorre com a Record é que, além de copiar discaradamente a Globo e as outras emissoras, se utiliza de todas as práticas abomináveis que já deveriam ser banidas da mídia. É trocar o seis por meia dúzia. Onde está a diversidade? Onde está a criatividade? Estaremos livres da lavagem cerebral ou apenas direcionados a outro tipo de lavagem? O que acho temeroso é não se acabar com o monopólio e sim transferí-lo de mãos: sai família Marinho e entra Igreja Universal.

teve aberta disse...

Epifania e Júlio,

Esse tipo de campanha da Record não é novidade, basta lembrar das propagandas que publica há tempos nos jornais, sempre detonando a Globo (como a do "Q de queda"). A rede já foi inclusive repreendida pela Justiça em certas ocasiões.

É difícil falar em ética da Record, que nem sequer explica a fonte de seu financiamento. E, por enquanto, o governo e a maior parte dos espectadores fecha os olhos para esse assunto. Talvez abrirão se a Record chegar à liderança.

Não sei se de fato dá para comemorar o fim de um monopólio (que de fato nunca existiu, o que havia, e ainda existe, é uma hegemonia da Globo), porque a Record segue inteiramente a cartilha da emissora que critica. Os âncoras do Jornal da Record, por exemplo, eram da Globo, assim como muitos dos repórteres. E o mesmo acontece em outros telejornais, novelas e demais programas.

Infelizmente, vejo uma divisão entre aqueles que torcem pela Globo ou pela Record, em vez de torcerem por uma tevê aberta melhor, para que todas melhorem sua programação. Alguém aí já viu quem torça pela Band, que não incorre nesses erros éticos?

Nessa torcida, passam por cima de várias questões. A ética é uma delas. O jornalismo da Record já deu mostras de que segue ordens da Igreja Universal, como analisamos nesse post: http://teveaberta.blogspot.com/2008/03/universal-volta-usar-record-para-atacar.html

Em tempos de tevê digital, por assinatura, internet e DVD é praticamente impossível a Globo aumentar sua audiência. A tendência é diminuir mesmo. E a própria Record terá dificuldades de manter suas ocasionais lideranças (que normalmente duram de 1 minuto a 15 minutos).

É uma discussão que merece ser continuada, mas que ainda não tem o apelo necessário para que seja levada adiante.

Valeu pelos comentários. Voltem sempre!

teve aberta disse...

Anônimo,
ainda não pensamos na próxima enquete, mas vamos levar em conta sua sugestão. Devemos colocar outra no blog na semana que vem.