quarta-feira, janeiro 30, 2008

Claque: Gafes da menina Maísa no Sábado Animado



Desde outubro do ano passado, o SBT contratou a menina Maísa Silva, hoje com 5 anos, para apresentar o infantil Sábado Animado. Ela aparece ao vivo e, como era de se esperar, comete gafes em série. Por enqüanto, Maísa é espontânea o suficiente para dizer coisas do tipo "tô bêbada". Com o passar do tempo, é possível que torne-se uma caricutura de adulto e fique parecida com Priscila e Yudi, a dupla que apresenta o Bom Dia & Cia.

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Está online a primeira enquete da nova temporada do Tevê Aberta. O blog quer saber o que os leitores vão assistir durante o carnaval. Vote em quantos itens quiser, na barra lateral desta página (abaixo do logotipo).

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terça-feira, janeiro 29, 2008

Edição bem humorada salva o Big Brother 8

Goste-se ou não do formato do Big Brother Brasil, deve-se admitir que a oitava versão do reality show enfim encontrou seu caminho. O programa de hoje marcou essa virada, apresentando imagens editadas com muitíssimo bom humor.

Impossível não rir da brincadeira "o Oscar vai para... Thalita", seguida de uma comemoração da atriz semelhante a das premiadas pela Academia. A briga de Alexandre com uma mosca, ao som de música clássica (encerrada assim que o modelo matou o inseto), foi outro ponto alto.

O chargista Maurício Ricardo também voltou a acertar (como em edições anteriores), ao brincar com as discussões (e os erros de concordância) de Natália e Fernando [assista no player abaixo]. Melhor assim, já que acompanhar em tempo real 12 desconhecidos confinados dentro de uma casa entedia até o mais paciente dos humanos. Viva a edição!



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segunda-feira, janeiro 28, 2008

Brasileiros passam mais tempo diante da tevê

Em meio a uma crise de audiência, em setembro do ano passado, o escritor Aguinaldo Silva creditou a um novo "fenômeno" os então baixos índices obtidos por sua novela Duas Caras. Segundo ele, desde o terço final de Páginas da Vida, de cada cem televisores da Grande São Paulo, 36 passaram a ficar desligados. "O que essa gente está fazendo?", questionou em seu blog.

A resposta demorou alguns meses, mas foi dada: o Ibope constatou que, ao contrário do que imaginava Aguinaldo, o tempo que os brasileiros passam diariamente diante da televisão aumentou em 2007. Foram, em média, 5h5min52s por dia gastos com tevê aberta, tevê fechada, DVDs e videogame — 1min06s a mais do que em 2006, conforme divulgou hoje a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo.

O próprio Aguinaldo provavelmente já havia percebido que se enganou quanto à existência de um "fenômeno" anti-televisão, visto que a audiência de sua novela subiu de cerca de 33 pontos para até 57. O problema, portanto, não era do espectador, mas sim da equipe da trama. Confira abaixo outros dados interessantes do levantamento do Ibope, que representa 56 milhões de pessoas.

1) Tiveram menos interesse pela televisão: crianças de 4 a 11 anos (menos 1min58s por dia), adolescentes de 12 a 17 anos (menos 3min35s), adultos de 25 a 34 anos (menos 5min09s) e os de 35 a 49 anos (menos 5min31s);

2) Na direção contrária, os jovens de 18 a 24 anos (mais 17min35s) e pessoas com mais de 50 anos (mais 5min47s) passaram mais tempo diante do televisor;

3) Também houve variações entre classes sociais: diminuição nas A e B (menos 3min46s) e aumento nas C (mais 57s), D e E (mais 9min13s).

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Quando Evandro Santo aparece no Pânico na TV, muitos telespectadores param de zapear para assistir às piadas em série do ator. Mas pelo menos uma pessoa faz o contrário: o próprio Evandro. Ele muda de canal sempre que seus quadros — "Meda" e "Dô, não Dô" — entram no ar. "Bichinha chata este tal de Christian Pior", ironiza, em entrevista exclusiva ao Tevê Aberta.

Convocado por Emílio Surita para cobrir o casamento de Wanessa Camargo, em maio do ano passado, o mineiro de 32 anos teve apenas um dia para criar um personagem capaz de provocar risadas com críticas ao figurino dos convidados. Na noite seguinte, ao lado de Sabrina Sato, estreava como Christian Pior, um estilista "afetado que não entende nada de rico, pouco de moda e tudo de pobre".

A experiência de Evandro em telegramas animados apurou seu raciocínio rápido, o que garante um grande número de PPM — piadas por minuto — nas gravações. Várias expressões de Christian já viraram bordões, como "pára tudo e chama a Nasa", "ovulei" e "joga no Google". O ator não teme que o quadro "Meda" se desgaste, mas já prepara novos personagens. Saiba mais sobre Evandro Santo e Christian Pior lendo a entrevista abaixo.

Tevê Aberta — Vivendo o Christian Pior, você foi o destaque do Pânico em 2007. Qual balanço faz do ano passado?
Evandro Santo — Foi um ano de virada. Minha vida deu uma grande guinada, e veio de surpresa, sem eu esperar. Nunca corri atrás de TV, sempre do humor. E deu certo, esta postura. Antes de tudo, artista. Depois, talvez, quem sabe, celebridade.

O Pânico na TV é um programa com viés machista (vide a Mulher Samambaia e o quadro "Lingeries em perigo"), o que teoricamente dificultaria a aceitação de um personagem gay. A que atribui o sucesso do Christian Pior?
O Christian é um personagem gay, mas ele é da turma do fundão. Não é vitima ou chacota de hétero. Aliás, ele zoa os héteros, os gays, não fica acuado perante uma maioria hétero. Não é heterofóbico, porque adora mulheres lindas e o melhor: não tem medo de apanhar (risos).

O Christian Pior foi criado um dia antes da sua primeira gravação. Como conseguiu compôr o personagem tão rapidamente, partindo de uma encomenda específica (cobrir o casamento da Wanessa Camargo)?
Desespero, urgência e a perspectiva de entrar na TV e sair do aluguel (risos).

O quem tem do Evandro no Christian Pior? Conte um pouco sobre a escolha do nome do personagem, de suas características...
É uma sátira em cima do nome do [estilista francês] Christian Dior, da Maison Dior. O meu Christian é uma bichinha pobre, afetada, pernóstica que quer fazer parte das coisas que ele considera boas da vida. Não entende nada de rico, entende superficialmente de moda e entende tudo de pobre, porque ele é um. O que temos em comum é o senso de humor, a auto-ironia e a visão real da sociedade de consumo. Afe, que sério!

Como surgiram os bordões "Pára tudo e chama a Nasa", "ovulei" e "joga no Google"?
"Ovulei" veio da Janeyde, minha personagem Brega Queen. "Pára tudo e chama a Nasa", da Andrea, minha amiga. E "joga no Google" veio do nada, na pauta da Wanessa.

Teme que os quadros "Meda" e "Dô, não Dô" se desgastem?
Se desgastar? Não, principalmente o "Meda", que abrange todas as pautas, pois cobre eventos chiques, desfiles, pautas populares tipo Belém do Pará, Carnatal... Enfim, o "Meda" usa moda como uma desculpa para falar sobre tudo. Quanto ao "Dô, não Dô", que é uma ramificação do "Vô, não Vô", não sei, já que não é meu principal quadro.

Está preparando novidades para 2008? Pensa em interpretar novos personagens no programa?
Eles estão forno. Aguardem, hein. E com talheres de prata.

Nas edições, a impressão é que suas piadas surgem naturalmente — e numa seqüência impressionante. O que é improvisação e o que é roteiro?
Grande parte é improviso, depois vem a parte do editor, que saca as melhores piadas e coloca ritmo. Não se tem roteiro, se tem um briefing do evento.

Já aconteceu de ir gravar de mau humor? Nesse caso, de que maneira age para conseguir fazer o espectador rir?
Já, claro, muitas vezes. Mas ninguém percebe porque não tenho o direito de contaminar uma equipe. E, claro, já fiquei bravo quando algo não deu certo. Bom, e se você está de mau humor (risos), transforme o mau humor em humor negro, porque o povo vai rir do mesmo jeito.

As matérias do "Meda" normalmente são gravadas em ambientes em que reina a atitude blasé. De que maneira os entrevistados lidam com o seu tipo de piada — quase sempre detonadora? Alguns famosos criticam a abordagem do Pânico. Como recebe essa crítica?
O "Meda" vai a todos os lugares: 25 de março, Barretos, Carnatal, Oktoberfest, Belém e também faz pautas hype. Gente blasé geralmente é mais frágil, por isso faz tipo, então são mais fácéis de se detonar. Quanto a quem critica, paciência. Acho bom, porque a idéia não é agradar todo mundo. E, depois, hoje todo mundo tem o controle remoto, né?

No "Dô, não dô", você ocasionalmente toca partes íntimas dos entrevistados. Não fica constrangido? Já teve problemas durante alguma gravação?
(risos) Não, porque antes de chegar em alguém eu observo a atitude, a recepção... Sou a favor de que o zoado também ria, se divirta. A brincadeira real, gostosa, é sempre de mão-dupla, embora nem sempre seja possível. Quanto à vergonha, eu a deixei junto com o anonimato (risos).

No Pânico na TV, você trabalha com vários parceiros (Carioca, Sabrina e Dani Calabresa). Tem que adaptar o seu humor ao do outro? Qual é o seu parceiro preferido?
Tem que se adaptar, sim, porque humor é timing e cada um tem o seu. Sem dúvidas, prefiro o Carioca. Ele é um trabalhador sério do humor. Isso existe (risos)?

No fim do ano passado, dois integrantes trocaram o Pânico pelo Show do Tom. Qual é impacto dessas saídas na atração? Você já foi convidado para mudar de emissora? Aceitaria?
O impacto o tempo dirá, qual lado vai sair ganhando, espero que os dois. Trabalharemos o dobro e acharemos novos talentos. Mais gente empregada, isto é bom, gerar empregos. Duas emissoras entraram em contato. Eu disse não.

Outros atores costumam levar para o palco personagens bem-sucedidos na tevê. Pensa em incluir o Christian Pior num espetáculo? O que fará no teatro este ano?
Terei que incluir o Christian no "Absurto 2", o povo exige. E farei um viciado em academia. Ou um viciado em filmes de terror. Ou um viciado em anos 80. Enfim, um viciado (risos).

Além do Pânico na TV, quais programas da tevê aberta brasileira você gosta de assistir? E quais detesta?
Vejo desenhos animados e um monte de DVDs. Não vejo novelas. Não vejo Big Brother. E na hora do "Meda" mudo de canal... Bichinha chata este tal de Christian (risos)!



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As suspeitas do Tevê Aberta se confirmaram: a direção do BBB 8 cancelou o resultado da prova de resistência vencida por Alexandre, alegando que ele combinou o resultado com Marcos e Tathiana [entenda lendo o post anterior]. Assim, Thalita — a última a desistir de permanecer presa a um totem antes da combinação — assumiu a liderança [veja no player acima]. E, por conseqüência, conseguiu evitar um paredão entre ela, Gyselle e Marcelo.

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Na tentativa de criar polêmica e aumentar a audiência do Big Brother Brasil 8, a direção do reality show está cogitando anular a prova de resistência que coroou Alexandre líder. Ele não corria o menor risco de ser indicado ao paredão. Ainda assim, sabe-se lá por quê, passou cerca de 15 horas segurando um totem até que os outros participantes desistissem.

O problema, segundo a equipe, é que Alexandre só ganhou porque combinou com Marcos e Tathiana — os últimos a sair. Os três jogaram "zerinho ou um" para decidir quem desceria do totem. O modelo apostou melhor e acabou recebendo o colar da liderança.

O veredicto será anunciado na edição de hoje do programa. A anulação poderia ser encarada como uma forma de beneficiar a dupla Marcelo e Gyselle, que foram votados por Alexandre nas semanas anteriores. A liderança deve ser disputada novamente — abrindo caminho para uma vitória de Gyselle, o que a livraria do paredão — ou ser herdada por Thalita — a última a desistir antes do "zerinho ou um".

Post atualizado às 20h11

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Band anuncia "novidades" para 2008

A Band reuniu a imprensa ontem para anunciar as novidades de sua programação em 2008, cuja estréia está marcada para março. Mas as tais "novidades" não são nada novas. A emissora contratou, por exemplo, o veterano Boris Casoy. Outras que assinaram foram as experientes Daniela Cicarelli e Rosana Hermann. Os formatos de programas também não surpreendem: telejornal, humorístico, novela. Confira abaixo as principais mudanças na grade.

1) Casoy será o âncora de um novo telejornal diário, às 13h30. A atração terá uma hora de duração — uma metade preenchida por notícias e a outra, por entrevistas. Não se surpreenda se, passados alguns meses, a parte das entrevistas for cortada ou se o jornalístico mudar de horário.

2) Recém saída da MTV, Cicarelli terá um programa ao vivo para chamar de seu, aos domingos. A Band ainda não formatou a atração, mas a própria apresentadora admitiu a possibilidade de voltar a comandar um quadro de namoros. Não parece inovador?

3) Caberá a Rosana Hermann, que até o mês passado era roteirista do Pânico na TV, substituir Patrícia Maldonado no Atualíssima. Ela ainda assumirá a chefia de reportagem do feminino, com a difícil missão de ampliar o conteúdo — hoje, restrito às fofocas velhas de Leão Lobo.

4) Patrícia, por sua vez, estará à frente de uma versão do reality show All You Need is Love, que pretende formar e reconciliar casais. A emissora também comprou os direitos do humorístico Custe o que Custar (CQC), similar ao Pânico, que tem versões na Argentina e na Espanha.

5) Roberto Cabrini ganhou um programa de grandes reportagens. Dizem que a primeira matéria será sobre a boate de prostituição Bahamas, de Oscar Maroni. Quanta maldade... E mais: estão programadas a novela Água na Boca e a segunda edição do concurso Country Star.

A não-mudança) Seria louvável um esforço da Band para melhorar sua grade. Mas, pelo menos por enquanto, não é possível detectar verdadeiramente essa intenção. Por que? O canal continuará vendendo espaço no horário nobre para o "missionário" RR Soares.

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domingo, janeiro 20, 2008

Faustão é o comunicador do século?

Piada do dia: Faustão foi escolhido como o melhor comunicador sul-americano do século. Isso mesmo, caro leitor: da América do Sul. E do século. Tudo bem que a escolha partiu da Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade — e o Domingão é um dos programas que mais vende na tevê brasileira — mas puxação de saco tem limite. Se Faustão fosse o melhor do Brasil (hahaha), imagine o que teriam que aturar nossos vizinhos... Ô loco, meu!

Que o âncora William Waack carrega no corretivo para disfarçar as profundas olheiras, todo mundo que assiste ao Jornal da Globo já sabe. Mas hoje o jornalista mostra que aprendeu um novo truque de maquiagem: está na bancada do Jornal Nacional com os olhos contornados por lápis (ou delineador). Deve estar querendo concorrer com Betty Faria como a estrela da Globo que mais dá trabalho aos maquiadores.



A TV Cidade, afiliada da RedeTV em Sergipe, teve algumas horas para aparecer para todo o Brasil no fim de semana passado, por ocasião do carnaval fora de época Pré-Caju. A empolgação era tanta que integrantes do Pânico na TV foram convidados para participar da transmissão. Mas em vez de mostrar bom trabalho, a emissora acabou pagando um verdadeiro mico em cadeia nacional. Chamada por uma apresentadora, a repórter Karine Martins errou seu texto e soltou um palavrão ao vivo [veja qual no vídeo acima]. Alguém sabe se ela ainda está empregada?

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terça-feira, janeiro 15, 2008

Record e Band manipulam números de audiência

Um erro de informação na reportagem "Globo perde ibope" (9/1), do jornal O Estado de S.Paulo, trouxe à tona uma desconfiança antiga: emissoras de televisão, especialmente a Record e a Band, manipulam os índices de audiência para inflar os seus números e esvaziar os das concorrentes.

O SBT já havia alertado sobre esta prática, como o Tevê Aberta informou em 27 de março de 2007 [leia aqui]. Desta vez, foi o Ibope que se pronunciou, após ter seu nome envolvido na manipulação. A reportagem citava uma pesquisa supostamente feita pelo instituto que indicava o crescimento da audiência da Record (18%) e da Band (10%), contrastando com a queda dos índices do SBT (16%) e da Globo (13%) — no ano passado, em comparação com 2006.

Ontem, o Ibope divulgou comunicado em que desmente ser o autor de tal pesquisa. Apurada a origem dos números, descobriu-se que foram divulgados pelas assessorias de imprensa da Record e da Band. Ambas se basearam nas medições do instituto, mas só levaram em conta o período de 7h à 24h. Pior: alteraram os dados para inflar seu crescimento, tanto que havia diferença entre o informe de um e o de outra.

O jornal publicou correção, as emissoras responderam ao site Comunique-se que o Ibope não as proíbe de divulgar os números. Mas deveria proibi-las de mentir...

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segunda-feira, janeiro 14, 2008

Vinheta do Carnaval Globeleza 2008 enfim estréia



A apenas 16 dias do início dos desfiles das escolas de samba (no dia 1º de fevereiro, em São Paulo), a Globo enfim exibiu a versão 2008 da sua tradicional vinheta de carnaval [assista no player acima]. A edição do vídeo atrasou — só foi finalizado na sexta-feira, segundo a colunista do Agora Fabíola Reipert. Apesar da demora, não há nenhum efeito diferente do das vinhetas de anos anteriores.

Aline Aniceto é a Globeleza, pela terceira vez consecutiva. Ela samba usando peruca curta e "vestida" com três pinturas diferentes: uma com formas triangulares, outra com círculos e mais uma com faixas [veja os bastidores da gravação abaixo]. O vídeo marca a volta de Neguinho da Beija-Flor como puxador do samba da emissora.



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A menos de um mês do carnaval, a Globo ainda não estreou sua tradicional vinheta com a Globeleza. Em compensação, acaba de lançar um vídeo com Arlindo Cruz cantando o "Samba da Globalização" [assista no player acima], que cita atrações da emissora. A música foi especialmente composta por Hélio de La Peña (do Casseta & Planeta), Mu Chebabi e Franco Lattari. Oficialmente, não substitui a vinheta da Globeleza, mas a demora na divulgação desta levanta suspeita — em 2007, a estréia foi em 7 de janeiro. Será o fim do "A gente vai se ver na Globo"?

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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Top 10 dos vídeos mais vistos no Tevê Aberta

Desde que foi criado, em agosto de 2006, o Tevê Aberta postou no YouTube 241 vídeos com cenas de programas da televisão brasileira. No total, mais de 5 milhões de pessoas (5.315.264 para ser exato) assistiram a pelo menos um deles até hoje. Quais os preferidos? Descubra na lista dos 10 vídeos mais acessados do nosso canal.

1 - Ídolos 2: Piores e melhores da fase de audições
A segunda edição do reality show Ídolos pode não ter garantido boa audiência ao SBT, mas proporcionou um recorde ao Tevê Aberta. Antes mesmo da estréia da atração, este blog divulgou imagens da seleção dos candidatos. Resultado? Nosso vídeo no YouTube atingiu a marca de 484.654 visitas e o primeiro lugar neste Top 10.



2 - Especial Xuxa 20 Anos - Xuxa e Paquitas lembram Xou da Xuxa
Xuxa também está em baixa na TV, mas a prova de que a apresentadora ainda é muito querida pelo público é o número de acessos ao vídeo de seu especial de 20 anos na Globo: 233.831. Muitos "altinhos" quiseram relembrar a fase do Xou da Xuxa.



3 - Marcelo Médici interpreta Tia Penha no Programa do Jô
Marcelo Médici não tem do que reclamar do ano de 2007: além de fazer sucesso na novela Belíssima, lotou teatros com a peça "Cada um com seus pobrema (sic)" e bombou no YouTube. Por quê? É só assistir ao vídeo em que interpreta a Tia Penha (durante participação no Programa do Jô) para entender o motivo dos 227.452 acessos.



4 - Marcelo Médici no Programa do Jô - Mãe Jatira
Olha ele aí de novo... Marcelo Médici também ocupa o posto 4 do Top 10, desta vez com o vídeo em que dá vida ao personagem Mãe Jatira (mais uma vez no Jô), que somou 225.990 visitas.



5 - Festival de Verão de Salvador 07: Ivete Sangalo canta Galera
Outra preferência nacional é Ivete Sangalo, a cantora mais popular do país. A popularidade pode ser medida pelo vídeo em que canta a música Galera, na edição do ano passado do Festival de Verão de Salvador: 218.686 pessoas assistiram ao arquivo postado pelo Tevê Aberta.



6 - Último dia de Pablo (Gran Hermano) no Big Brother Brasil
Gostem ou não, o Big Brother Brasil tem o poder de mobilizar os telespectadores. Não à toa, três vídeos relacionados ao reality show integram o Top 10. Na sexta posição, o que reúne imagens da passagem-relâmpago do argentino Pablo, do Gran Hermano, pela casa brasileira (198.029 quiseram ver).



7 - Pânico: Sabrina Sato e Christian Pior, do Meda, na SPFW
Evandro Santo foi o destaque do Pânico na TV em 2007. Com o humor ácido de seu personagem Christian Pior, foi responsável por alguns dos momentos mais engraçados do programa e emplacou bordões como "ovulei", "pára tudo e chama a Nasa" e "joga no google". A edição em que passeia pela São Paulo Fashion Week, ao lado de Sabrina Sato, teve 145.689 acessos.



8 - Roberto Carlos Especial 2006 - Dueto com Marisa Monte
Todo fim de ano, Roberto Carlos canta as mesmas músicas e veste os mesmos ternos. Ainda assim, seu especial é adorado, principalmente pelas senhorinhas. O rei emplacou o oitavo lugar no Top 10, cantando em parceria com Marisa Monte (125.810 acessos).



9 - BBB 7: Melhores momentos do casal Íris e Diego
Ah, o amor. O vídeo romântico mais visto no canal do Tevê Aberta no YouTube foi um resumo do "namoro" de Íris e Alemão no BBB 7 (113.516). Pode não ter durado quase nada do lado de fora da casa, mas foi bom enquanto os telespectadores puderam acompanhar.



10 - Alemão se declara para Íris no Mais Você
Encerrando a lista, outro vídeo que partiu o coração de muitas menininhas. No Mais Você, Alemão se declara para Íris (96.621).



Quer ver mais? Acesse o canal do Tevê Aberta no YouTube e assista a outros 231 vídeos postados por este blog.



Na tentativa de aumentar a audiência do Big Brother Brasil 8, o diretor Boninho já havia anunciado que um participante da atração era homossexual, sem citar seu nome. Hoje, o público descobriu de quem se tratava: Marcelo assumiu para Thalita e Natália que é homossexual [veja no vídeo acima].

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Audiência: entenda como o Ibope faz a medição

Todo mundo acompanha os índices de audiência divulgados pelo Ibope, mas quase ninguém conhece a metodologia aplicada pelo instituto para apontar quais são os programas da tevê aberta mais vistos no país. Pouca gente sabe, por exemplo, que os dados minuto a minuto — aqueles que guiam as estratégias de atrações como o Domingo Legal e o Domingão do Faustão — resultam de medição feita em apenas 750 casas, todas na Grande São Paulo. Ou seja, neste caso, a audiência que conta é a dos paulistanos.

O instituto de pesquisa instala peoplemeters [foto acima], como é chamado o aparelho que registra todas as mudanças de canal, nas residências escolhidas. Os números são transmitidos em tempo real, por meio de radiofreqüência e linha telefônica, aos assinantes do serviço — na maioria, emissoras, retransmissoras e agências de publicidade. Segundo cálculo do Ibope (habitantes da região divididos pelo tamanho da amostra), cada ponto de audiência equivale a 54,4 mil residências ou 176 mil telespectadores na Grande São Paulo.

Já a coleta regular de informações, que gera boletins diários, semanais e mensais — portanto, excluindo o real time — é feita em 3.239 domicílios, distribuídos com base nos dados do censo demógrafico do IBGE e num levantamento socioeconômico do próprio Ibope. Isso significa que, entre as casas, há representantes de todos os sexos; de todas as classes (A, B, C, D e E); e de todas as idades, a partir dos quatro anos. Mas a medição só acontece na área urbana.

No fim da noite, os peoplemeters emitem um relatório com todas as mudanças de canal ao longo do dia [clique no esquema acima para vê-lo em tamanho maior]. Para essa medição, há 750 aparelhos em São Paulo, 450 no Rio de Janeiro, 300 em Belo Horizonte, 250 em Porto Alegre, em Curitiba, em Salvador, no Recife e em Brasília, 220 em Fortaleza e em Florianópolis (regiões metropolitanas).

Os donos das casas selecionadas para receber um peoplemeter são remunerados com um "salário", por conta do serviço prestado. O Ibope garante que renova 25% dos participantes da amostra a cada ano — para evitar "vícios", como alguém sintonizar apenas uma emissora em troca de dinheiro. Mas uma auditoria da Ernest & Young verificou que algumas casas chegam a ficar cinco anos com um aparelho.

O instituto divulga dois tipos de informação sobre a audiência. A primeira, e mais conhecida, inclui no cálculo os aparelhos de televisão desligados e é traduzida em pontos. Assim, somadas as audiências de cada uma das emissoras da tevê aberta num mesmo horário não se chega a 100 pontos (número máximo).

O segundo tipo de informação, chamado de share, leva em conta somente os televisores ligados. Ou seja, o dado — expresso em percentual — resulta da relação de domicílios sintonizados em determinado canal com o número de residências com televisores ligados no mesmo período. Complicado, não?

Muitas vezes, a medição feita pelo Ibope é contestada por emissoras que se sentem prejudicada diante dos bons números obtidos pela Globo. Sílvio Santos, por exemplo, já liderou uma campanha para que outros canais fundassem um instituto de pesquisa próprio, a fim de verificar um suposto favorecimento à empresa de Roberto Marinho.

O dono do SBT chegou a bancar a criação e manutenção do Datanexus. Resultado: os números se mostraram compatíveis com os do Ibope, com poucas variações. Sozinho na empreitada e sem conseguir provar um erro na metodologia do concorrente, Sílvio decidiu abandonar o negócio um ano e meio depois. Deixou livre o caminho para que o Ibope continue sendo o principal responsável por influenciar o investimento de milhões em verba publicitária e definir a programação da tevê brasileira.

Texto do Tevê Aberta originalmente publicado em 16 de setembro de 2006



Boninho atingiu rapidamente o primeiro de seus objetivos: depois de oferecer litros de bebida alcoólica aos participantes do BBB 8, gravou o primeiro beijo da edição. Facinha, facinha, Natália ficou com Fernando na festa da uva [reveja no vídeo acima]. Ou seja, protagonizou uma cena exaustivamente repetida nas outras sete versões do reality show [aqui, a análise da estréia].

terça-feira, janeiro 08, 2008

Big Brother Brasil: tudo igual, pela 8ª vez?

Uhuuuuuuuuu, ahhhhhhhhh, aêêêêêêêê, hahahahahaha e biaaaaaaaal foram os sons mais ouvidos na noite desta terça-feira. Não é difícil adivinhar por quê: depois de oito anos ininterruptos de edições do Big Brother Brasil, o telespectador da Globo se acostumou à gritaria típica da estréia de mais uma versão nacional do reality show.

No primeiro episódio do BBB 8, encerrado há pouco, a equipe do diretor J.B. de Oliveira, o Boninho, apresentou ao público os 14 novos confinados. Quer dizer, nem tão novos: é inevitável reconhecer traços e trejeitos de ex-participantes da atração em cada um dos novatos — o padrão continua o mesmo.


Entrada dos participantes na casa do BBB 8

* * *

A partir de hoje e pelos próximos três meses, o grupo dos sem-nome-mas-com-apelido (vide a profusão de Natis, Tatis, Jackies e outras variações) dominarão a programação da emissora. Até programas clássicos do canal, como o Globo Repórter, sairão do ar para dar chance a essa gente bronzeada de mostrar seu valor.

Mas é bom não esperar muito deles. Na estréia, os "brothers" e as "sisters" não conseguiram produzir sequer um fato novo e interessante. Concurso de barrigadas na piscina, elogios melosos para Pedro Bial, juras de amizade eterna e corpos à mostra, passadas sete edições, não surpreendem mais ninguém.

* * *

Para quem não assistiu à estréia e faz questão de se informar sobre os acontecimentos do dia, aí vai a lista das frases mais significativas cunhadas pelas novas "celebridades" brasileiras [e um vídeo com algumas delas]:



"Gente, eu fiz uma promessa, cara!" - Participante, ao pisar na casa

"Eu sou super sensível, super alegre e super brasileira!" - Indicada a disputar imunidade, sobre o motivo pelo qual deveria permanecer na atração

"Eu ando até com um pinto no meio das pernas" - Outra indicada, falando o que faria para não ser eliminada

"Tá pagando, olha o cofrinho!" - Daniela Mercury, para um rapaz que "distraidamente" mostrou todo o... bumbum.

"Troquei minhas próteses!" - De uma participante, ao colocar enormes almofadas em forma de teta de vaca em frente aos seios

* * *

Até Maurício Ricardo, chargista que costuma ser o ponto alto da atração, se repetiu. O que também pode ser dito de Pedro Bial e dos excelentes editores de imagem do BBB. Todos, aliás, terão muito trabalho para fazer com que esta edição do reality show não seja apenas mais do mesmo.

Amauri Soares, diretor da Globo Internacional, certamente foi dormir feliz ontem à noite: sua mulher, Patrícia Poeta, estreou como apresentadora de um dos programas mais prestigiados da principal emissora do país, o Fantástico. Ela também deve ter se deitado com um enorme sorriso: aos 31 anos, atingiu o topo da carreira e conseguiu desbancar jornalistas consagradas na disputa pela vaga aberta com a saída de Glória Maria.

Leilane Neubarth, Renata Vasconcellos e Sonia Bridi, para citar algumas das profissionais qualificadas para comandar a atração, nem sequer tiveram chance. Patrícia era a primeira da fila para ocupar o posto desde que voltou dos EUA — para onde foi devido à transferência do marido, o que garantiu a esta gaúcha a função de correspondente em Nova York e de apresentadora do Planeta Brasil (só exibido no exterior).

A própria Patrícia admitiu à Folha de S. Paulo que tornou-se correspondente por conta de seu casamento com um diretor da Globo, mas negou que ele tenha influenciado sua promoção a apresentadora do Fantástico. Em 2002, o colunista de televisão da Folha de S.Paulo, Daniel Castro, já dizia que "Soares era criticado por seus subordinados, entre outros fatores, por ter patrocinado a ascensão profissional da mulher, ex-moça do tempo."

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No estúdio, Patrícia Poeta chama a atenção pela beleza e pela simpatia. Pele alva, corpo esbelto, cabelos lisos e brilhantes. Na estréia como apresentadora do Fantástico, a gaúcha não cometeu deslizes — coisa não tão difícil, visto que a maior parte de suas aparições foi previamente gravada. Já na hora de demonstrar seu talento como repórter, o que chama a atenção é a ausência de identidade.

Na reportagem que lhe coube neste domingo, sobre os bastidores do Big Brother Brasil 8, Patrícia apostou no tom personalista característico de Glória Maria — do tipo "Vem comigo". Ou seja, pecou por nem tentar imprimir uma novo estilo à atração, que vem perdendo audiência desde o início do ano passado. Mais parecia propaganda do BBB 8 ou materinha do Vídeo Show, dada a falta de informações novas.


Patrícia no estúdio e na reportagem sobre o BBB 8

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Aliás, errou toda a equipe. As únicas mudanças possíveis de serem percebidas na edição de ontem foram a rendição do programa às exigências do padrão de beleza (simbolizada pela entrada de Patrícia Poeta) e o cada vez maior destaque a questões superficiais (vide matérias sobre o remédio que fez Britney Spears emagrecer, uma moda nada masculina, e paquera no albergue). Isto é fantástico?