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A Record agendou para 19 de agosto a estréia de sua edição de Ídolos — a terceira no Brasil. É uma terça-feira, o que indica que o programa não deve concorrer com o similar Astros, do SBT, exibido às quartas. A rede gravou audições em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.Leia também
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A grandiosidade do Festival de Parintins, exibido agora pela Band, impressiona a ponto de prender qualquer um diante da tevê. Mas a vontade de passar a noite conhecendo mais dessa parte do Brasil acaba com os berros de José Luiz Datena, o âncora da transmissão. Datena narra a apresentação dos bois-bumbás como narraria a última volta de uma corrida de Fórmula 1. "Ouça a letra dessa toada", propõe, mas uma estrofe depois retoma a gritaria. E ainda diz que é o comentarista, o carnavalesco Milton Cunha, que "não consegue ficar quieto".Leia também
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A Band transmite de hoje a domingo o Festival Folclórico de Parintins, ao vivo, direto do "bumbódromo". A emissora, que comprou os direitos de imagem da festa até 2012, mobilizou 80 funcionários e 12 câmeras de alta definição para a cobertura. Patrícia Maldonado e Datena serão os âncoras e o carnavalesco Milton Cunha comentará as apresentações dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido. Esta noite, a trasmissão irá das 21h à meia-noite; no sábado e no domingo, das 21h às 2h30.:: Festival de Parintins, na Band — De hoje a domingo, a partir das 21h
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Os dois finalistas empataram na última prova do reality show, em que deveriam organizar partidas beneficentes de basquete. Clodoaldo arrecadou mais dinheiro para doação, enquanto Henrique ganhou pontos por preparar uma apresentação mais elaborada e por valorizar a marca do principal patrocinador. Ele, no entanto, foi penalizado por infringir o regulamento, que exigia um jogo oficial.
Segundo Justus, a escolha do vencedor só se deu na sala de reuniões. Dos oito eliminados convocados para ajudar os finalistas, sete defenderam a sociedade com Clodoaldo. Motivo: a participação de Henrique foi marcada por desavenças com os demais competidores — ele demonstrou ser preconceituoso e deu sinais de arrogância. Por outro lado, parecia ser mais preparado e ter mais garra que o vencedor.
A final de O Aprendiz 5 foi encerrada com Roberto Justus divulgando uma sexta temporada do reality show, agora com universitários. Como em todas as outras edições, ele prometeu novidades para o próximo ano, apesar de ainda não ter cumprido a promessa. À procura de um funcionário ou de um sócio, o programa acaba repetindo a fórmula e as provas. Só muda o penteado do apresentador.
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Enquanto a Globo amarga queda de 20% da audiência desde 2004 (de 24,2 no primeiro semestre daquele ano para 19,5 no mesmo período deste, no período de 7h à meia-noite), a Record saboreia o crescimento de 127% (de 3,3 para 7,5). Mas, segundo a maior parte dos leitores do Tevê Aberta, a comemoração vai acabar logo.Na enquete que perguntava sobre o futuro da Record, 65% dos 207 votantes opinaram que o crescimento da rede será passageiro. Para 37% destes, o motivo é o fato de apresentar uma versão piorada da programação da Globo. Para outros 28%, a audiência começará a diminuir quando a emissora deixar de ser o centro das atenções.
Discordam 33%: 20% disseram acreditar que o crescimento da Record será duradouro porque a programação é boa e 13%, porque sobra dinheiro. O Tevê Aberta agradece aos 207 participantes.
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Cazuza é o artista homenageado na edição de maio do Som Brasil, que será exibida nesta sexta-feira, depois do Programa do Jô. Ney Matogrosso, Ana Cañas, Toni Platão e o grupo Bidê ou Balde foram os convidados para cantar sucessos do primeiro vocalista do Barão Vermelho.No repertório, Ideologia, Blues da Piedade, Codinome Beija-Flor, Bilhetinho Azul, O Tempo Não Pára, entre outros hits.
:: Som Brasil, sexta-feira 27, 1h25
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Hebe estava insatisfeita com o horário de seu programa, atrasado devido à exibição de Pantanal. É possível que apresentadora fique ainda mais insatisfeita depois da mudança, pois competirá com parte da novela das 19h da Globo e com o Jornal Nacional.
Além de Hebe, estão programados o Nada Além da Verdade na terça, Astros na quarta, A Praça É Nossa na quinta, Tentação na sexta e Supernanny no sábado. Na seqüência, irão ao ar SBT Brasil e Pantanal.
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Dicas de um Sedutor sairá do ar em 4 de julho, para a entrada de Guerra e Paz. Escrito por Carlos Lombardi e protagonizado por Danielle Winits e Marcos Paquim, o seriado será exibido às sextas, logo após o Globo Repórter. Dicas, por sua vez, não deve ter uma segunda temporada — como quase todos os programas da linha de show que estrearam este ano.Guerra e Paz foi testado como especial de fim de ano em 2007 e, então, mostrou pouco potencial. A escritora Barbara (Danielle Winits), que adotou o pseudônimo Paloma Paz, e o policial Pedro Guerra (Marcos Pasquim) foram colegas de escola. Anos depois eles se reencontram: ela está casada e ele, decidido a se tornar padre. No seriado, a história dos dois é misturada aos personagens criados por Barbara/Paloma.
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A audiência da reprise de Pantanal, no SBT (na terça-feira, a média foi de 12 pontos), está começando a incomodar a Globo, que adotou uma estratégia para barrar seu crescimento. Hoje, atrasou em 20 minutos o fim do capítulo de A Favorita — na grade de programação, o encerramento estava marcado para 22h10, mas foi postergado para 22h33.A ordem de Sílvio Santos é só levar Pantanal ao ar quando A Favorita terminar — a campanha de divulgação pede para o espectador mudar de emissora assim que acabar a trama da concorrente. Quem sofre com a decisão é a equipe do Jornal do SBT, que não sabe exatamente quando encerrará o telejornal.
Hoje, a edição teve uma hora de duração, 30 minutos a mais que o previsto (das 9h30 às 22h, segundo a programação oficial). Durante os créditos, o âncora Carlos Nascimento demonstrou cansaço: respirou fundo, abaixando os ombros, e riu para os colegas no estúdio. Mas ele não deve achar nenhuma graça...
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O jornalista César Tralli estreará como apresentador, no Globo Repórter. Ele ocupará o lugar de Sérgio Chapelin, que sofreu um acidente (caiu do cavalo em sua fazenda), e de Alexandre Garcia, que está em férias.A emissora trata a entrada de Tralli no jornalístico apenas como uma substituição, mas a escolha indica que seu nome é cogitado para a bancada de telejornais. Portanto, não estranhe se em alguns anos ele deixar a reportagem e virar âncora.
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Senna [na foto ao lado, na ponta esquerda, ao lado de Franklin Martins e Tereza Cruvinel] afirma que não tinha "autonomia e mobilidade" suficientes e, por isso, sugere ajustes para que a emissora cumpra "o objetivo de liderar uma comunicação pública plural, isenta, inteligente, interativa e formadora de cidadania". Entretanto, ressalva que continua sendo defensor do projeto de televisão pública.Em abril, o jornalista Luiz Lobo denunciou "interferência do Planalto" na TV Brasil, logo após ser demitido. A diretora-presidente, Tereza Cruvinel, assume temporariamente o cargo de diretora-geral.
:: Leia trecho do comunicado de Orlando Senna
"(...) Deixo a EBC por discordar da forma de gestão adotada pela empresa que, entre outros equívocos, concentra poderes excessivos na Presidência, engessando as instâncias operacionais, que necessitam de autonomia executiva para produzir em série, como em qualquer TV. Melhor: como em qualquer empresa que opera emissoras de TV e rádio, agência de notícia, web e outros serviços audiovisuais, que é o caso da EBC. Uma forma de gestão que induziu a exoneração de Mário Borgneth, o excepcional articulador e executivo que organizou e coordenou o seminal Fórum de TVs Públicas e que, como diretor de Relacionamento da EBC, nesses oito meses, montou a estrutura de uma rede com cobertura em todo o País, baseada em novos modelos de negócio e em uma arquitetura horizontal, sem o verticalismo das redes comerciais. Uma decisão com a qual não posso concordar.
Minha saída está motivada pela consciência de que, na forma de gestão adotada, a Direção Geral, cargo que ocupei, não está provida da autonomia e mobilidade necessárias para cuidar dos aspectos operacionais da empresa, tornando-se, no atual desenho de gestão, praticamente desnecessária. Minha atitude não significa descrença no projeto, do qual continuo ardente defensor. A EBC terá de solucionar várias questões para alcançar o seu objetivo de empresa pública de comunicação moderna, democrática e financeiramente saudável. São questões no âmbito estrutural, na forma de gestão e na definição de encaminhamentos, sobre os quais enviei documento às instâncias superiores da empresa, no dia 30-05-2008, sugerindo ajustes e chamando a atenção para o caráter urgente das providências. Realizados os ajustes necessários, a EBC/TV Brasil poderá cumprir o objetivo de liderar uma comunicação pública plural, isenta, inteligente, interativa e formadora de cidadania.
Esses ajustes, esse processo de concretização do sonho de uma TV pública, de uma comunicação plenamente pública, blindada contra os poderes e interesses governamentais e econômicos, só chegará a bom termo (como todos sabemos) com a participação direta da sociedade. Nesta fase crucial de instalação da EBC a ação das entidades e das personalidades que se fizeram ouvir no Fórum de TVs Públicas, na Carta de Brasília, na aprovação no Congresso se torna ainda mais importante e decisiva. E que outras entidades e personalidades se somem a esse labor de vigilância constante e atuação propositiva, garantindo a presença majoritária da produção independente e regional na programação televisiva, radiofônica e web, a horizontalidade da rede, a independência editorial, o jornalismo isento, a vinculação da empresa a algum ministério (lutemos, por exemplo, por uma fundação pública de direito privado). (...)"
Foto de Marcello Casal Jr./ABr
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Ciranda de Pedra segue o mesmo estilo de suas antecessoras na faixa das 18h, mas se diferencia em pelo menos um quesito: a trilha sonora. Em vez de hits populares das tramas anteriores, a novela tem somente músicas requintadas. Leonardo, Daniel, Ivo Pessoa e Tânia Mara, surpresa!, não tiveram chance dessa vez.No lugar deles, Elis Regina (com Redescobrir), Tom Jobim (Chega de Saudade), Milton Nascimento (Brigas Nunca Mais), Adriana Calcanhoto (Três), Gal Costa (E Daí?), Roberta Sá (Amor Blue), Diogo Nogueira (Tiro ao Álvaro), Paula Morelenbaum (Manhã de Carnaval), Fernanda Takai (Trevo de Quatro Folhas), entre outros bons. A produção musical é de Sergio Saraceni e a direção musical, de Mariozinho Rocha.
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As opções de resposta para a pergunta "O crescimento de audiência da Record será..." são: "Duradouro, porque a programação é boa"; "Duradouro, porque sobra dinheiro"; "Passageiro, porque é cópia piorada da Globo"; "Passageiro, porque deixará de ser o centro das atenções". Vote na enquete ao lado, abaixo do logotipo do blog.
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Faustão é famoso por reclamar de erros da sua equipe, muitas vezes para encobrir os seus próprios. Desde a estréia do Jogo dos 10 ele teria razão de criticar seus redatores, por errarem na concordância verbal das perguntas do quadro, mas ainda não o fez — provavelmente porque também faltou nessa aula.O game tem enunciados do tipo "Qual a porcentagem de brasileiros que contrataria (sic) um ex-presidiário?". Mas a gramática é clara: o certo seria o verbo concordar com brasileiros, e não com porcentagem. Afinal, a porcentagem nunca poderia contratar ninguém. A pergunta deveria ser "Qual a porcentagem de brasileiros que contratariam um ex-presidiário?".
Não se trata de um lapso, mas de um erro contínuo. Desde a primeira edição, a concordância está errada. Passados quatro domingos, ninguém foi capaz de corrigí-lo.
Atualização em 6 de julho: O Tevê Aberta estranhou a concordância das perguntas do Jogo dos 10, quadro do Domingão do Faustão, o professor de português Pasquale Cipro Neto também. Procurado pela produção do programa, o especialista pesquisou e afirmou que está correto tanto dizer "a porcentagem de brasileiros que viu" quanto "a porcentagem de brasileiros que viram". O professor não explicou a regra, mas manuais de redação de grandes jornais apontam que é preferível usar o plural, diferentemente do que tem feito o Domingão.
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Começam na segunda-feira as transmissões digitais da Globo no Rio de Janeiro. Depois de uma série de testes, antena e transmissor da emissora serão oficialmente inaugurados durante o Jornal Nacional. Em seguida, A Favorita e o filme A Lenda do Tesouro Perdido [foto ao lado] irão ao ar em alta definição.Os moradores do Grande Rio sem conversor digital praticamente não perceberão mudanças na qualidade da imagem — apenas mais detalhes e profundidade. A RedeTV foi a primeira a operar em sinal digital no estado.
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Seis dias: esse foi o tempo que o Jornal Nacional levou para noticiar pela primeira vez a prisão do sargento do Exército que se revelou homossexual. Detido na noite do dia 4 (ou madrugada do dia 5), Laci Araújo vinha denunciando desde o dia 2 ser alvo de perseguição por parte dos militares devido a sua orientação sexual.O fato chegou às capas de revistas e jornais, foi destaque em outros telejornais. Mas o mais assistido do país, junto com outras produções da Globo, ignoraram a notícia — o Bom Dia Brasil, por exemplo, até o dia 9. O que motivou a decisão de não repercutir a prisão? Só os funcionários da emissora podem dizer.
Hoje, diante das declarações de integrantes do Conselho de Direitos da Pessoa Humana de São Paulo, que reuniram documentos para provar que Laci não desertou, foi preso simplesmente por ser gay, os editores do JN precisaram rever sua opção [veja a reportagem exibida]. Seis dias.
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O melhor momento do programa foi o quadro Proteste Já, com Rafinha Bastos cobrando explicações do desastrado (para não usar adjetivo pior) prefeito de Mairiporã, que pagou mais caro que o normal pela merenda escolar.
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Curiosamente, a novela ainda não consta da grade de quarta-feira da rede. Até segunda ordem, Pantanal não irá ao ar nesse dia da semana, mantendo a programação antiga: Astros, SBT Repórter e SBT Realidade.
Em comunicado, o SBT reafirmou ter os direitos de exibição da novela, ao contrário do que informou a Globo, e se comprometeu a pagar "valores correspondentes" aos ex-funcionários da Manchete envolvidos na obra.
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A "arma secreta" do SBT era mesmo Pantanal. A novela começou a ser reprisada hoje, às 22h, apesar da movimentação contrária da Globo e de seus artistas. Em tempos de tevê digital, a falta de qualidade da cópia chama a atenção. Apenas a abertura foi refeita. Escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, a trama de 1990 chegou a registrar 40 pontos na Manchete. Índice que o SBT não deve igualar (nem chegar perto, aliás). Mas a exibição da trama pode incomodar Record e Band no horário.Marcadores: Notícia, Novela 0 comentários
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A Globo aproveitou o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa para lançar um site, o Memória Globo, no qual se defende de graves acusações, como a suspeita de ter sido favorecida pelo governo militar e o fato de ter prejudicado Lula em edição do debate com Collor em 1989.Os textos confirmam que Roberto Marinho tinha simpatia pelo regime militar e reconhece que a cobertura do movimento por eleições diretas não foi "adequada", devido a pressões sofridas pelo dono da rede. Mas, em geral, os artigos visam limpar a imagem da emissora — que, como todas as outras redes, deve explicações ao público, por tratar-se de concessão pública. Leia alguns trechos abaixo (ou a íntegra, que inclui vídeos) e tire suas conclusões.
:: Concessão de canais
Afirma-se, com freqüência, que o crescimento da Rede Globo de Televisão se deu graças à sua estreita ligação com o regime implantado em março de 1964. (...) Em 1988, em entrevista à Folha de S. Paulo, Roberto Marinho admitiu ter apoiado a “ação construtiva” desses governos, mas disse que “fez questão de não obter favores”. Desta forma, nenhuma das concessões obtidas pela TV Globo foi dada pelos militares. As duas únicas concessões foram outorgadas antes do período militar. (...) O jornalismo da Globo não recebeu nenhum tratamento diferenciado durante o período militar. Como todos os veículos de informação, o seu noticiário sofreu com a censura. (...) A censura não se limitava às notícias: atuava também no entretenimento.
:: Acordo com a Time-Life
(...) Dois meses depois [da inauguração da TV Globo], Carlos Lacerda denunciaria como ilegais as relações da emissora com o grupo Time-Life. Segundo o então governador da Guanabara, os acordos firmados pela Globo com a empresa norte-americana feriam o artigo 160 da Constituição brasileira, que proibia a participação de capital estrangeiro na gestão ou propriedade de empresas de comunicação.
No dia 20 de abril de 1966, o próprio Roberto Marinho depôs na CPI [que investigava o caso na Câmara]. (...) Ele explicou aos congressistas que dois contratos haviam sido firmados com o Time-Life, um contrato de assistência técnica e uma conta de participação. (...) Um dos pontos mais polêmicos da CPI foi a análise das funções na TV Globo do assessor enviado pelo Time-Life, o Joe Wallach. (...) No seu depoimento, Joe Wallach afirmou que era apenas um consultor, que dava idéias gerais de promoção, de assistência técnica e de compra de mercadorias. Ele disse não ter nenhuma responsabilidade sobre a parte financeira e nem sobre a programação da emissora. (...) Os parlamentares consideraram que os contratos firmados com o Time-Life feriam a Constituição, alegando que a empresa norte-americana estaria participando da orientação intelectual e administrativa da emissora.
:: Caso Proconsult
Em 15 de novembro de 1982, ocorreram as primeiras eleições diretas para governador após a instauração do regime militar. (...) O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu informatizar pela primeira vez a fase final da apuração. (...) No Rio de Janeiro, para realizar o processamento eletrônico dos dados, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) contratou a Proconsult. Muitos veículos de comunicação resolveram montar um esquema próprio – paralelo à apuração do TRE – para realizar a totalização dos votos. O jornal O Globo, no Rio, foi um deles. (...)
A TV Globo nunca contratou a Proconsult. (...) O processo do Globo era lento. (...) Foi, portanto, um erro estratégico da Globo atrelar a sua cobertura ao jornal. (...) E, em 18 de novembro, Leonel Brizola resolveu reunir a imprensa internacional e criticar a morosidade nas apurações. O candidato afirmou que a divulgação de dados contraditórios pelo TRE, pelas Organizações Globo e pelo Jornal do Brasil gerava um ambiente confuso e criava um clima favorável à fraude eleitoral. (...)
Os boletins oficiais emitidos pelos computadores da empresa contratada pelo TRE começaram a apresentar erros: o número de votos de alguns candidatos diminuiu, assim como desapareceram muitos votos brancos e nulos. (...) Em 24 de novembro, Saturnino Braga afirmou, na tribuna do Senado, que a Proconsult, com o apoio das Organizações Globo, estaria manipulando a apuração da eleição, computando somente os resultados favoráveis aos candidatos do PDS e omitindo os boletins que beneficiavam os candidatos do PDT.
Alguns dias depois, o tenente-coronel Haroldo Lobão, responsável pela elaboração do programa da Proconsult, assumiu toda a responsabilidade pelos erros cometidos pela empresa na computação dos votos. O caso, no entanto, ganhou dimensão de escândalo quando, na edição de 27 de novembro, o Jornal do Brasil denunciou que, juntamente com a Rádio Jornal do Brasil, havia sofrido pressões por parte da Proconsult para mudar os resultados que vinha divulgando.
Frente às novas denúncias, o TRE resolveu pedir, ainda no dia 27 de novembro, abertura de inquérito na Polícia Federal e aprovou a realização de uma auditoria técnica na Proconsult. (...) Em 5 de dezembro, a Proconsult foi considerada apta a continuar a totalização eletrônica dos votos e recomeçou o seu trabalho. (...) Os juízes do Tribunal Eleitoral concluíram, no entanto, que os erros não foram intencionais.
:: Comícios das Diretas Já
(...) Ainda antes do lançamento da campanha, no dia 29 de março de 1983, o Jornal Nacional apresentou uma matéria, de dois minutos e 16 segundos, informando que a Executiva do PMDB se reuniria na semana seguinte para lançar o movimento. (...) Em 27 de novembro de 1983, ocorreu a primeira manifestação pública expressiva a favor das Diretas. (...) Em matéria de um minuto e 17 segundos, os telespectadores foram informados sobre o show de música e sobre discursos de representantes da igreja católica, das entidades estudantis e dos partidos políticos. O momento mais emocionante foi o anúncio da morte do senador Teotônio Vilela, um dos principais promotores da campanha pelo voto direto.
(...) A Globo registrou esses comícios [em outras capitais] pelas Diretas nos seus telejornais locais. Naquele primeiro momento, as manifestações não entraram nos noticiários de rede por decisão de Roberto Marinho. (...) Treze dias após o comício de Curitiba, a emissora passou a noticiar todas as manifestações de rua em rede nacional.
O primeiro comício a ser noticiado para todo o país foi o que hoje é considerado o primeiro grande comício das diretas, realizado na praça da Sé, em São Paulo, no dia 25 de janeiro. (...) A Globo sofreu a acusação de mentir ao telespectador dizendo que o comício era apenas uma festa em comemoração aos 430 anos da cidade de São Paulo. A origem da confusão foi a chamada da matéria, lida pelo apresentador Marcos Hummel, que se referia ao comício da Sé como um dos eventos comemorativos do aniversário da cidade. (...) E, se a chamada da matéria parecia não levar em consideração a dimensão política do comício, em seguida, a reportagem de Ernesto Paglia relatou com todas as letras o seu objetivo: pedir eleições diretas para presidente da República.
Se por um lado segmentos da sociedade pressionavam a Rede Globo para se engajar nas manifestações pelas Diretas, por outro a emissora vinha sendo pressionada pelos militares a não cobrir os eventos. (...) José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então vice-presidente de operações da TV Globo, confirma: “Naquele momento, a pressão sobre Roberto Marinho foi intensa. Foi uma frustração para mim e para toda a equipe de jornalismo, uma tristeza para o Armando Nogueira e a Alice-Maria, não poder fazer a cobertura de maneira adequada. (...)”
Naquele dia [10 de abril], chegou mesmo a adquirir a forma de intimidação pessoal. Antes de o Jornal Nacional ir ao ar, um helicóptero do Exército sobrevoou de maneira ameaçadora a sede da emissora, no Rio de Janeiro, postando-se na altura da janela da sala do então vice-presidente executivo, Roberto Irineu Marinho. Novos comícios a favor das eleições diretas realizaram-se (...). O Jornal Nacional cobriu os preparativos para as manifestações (...), com entradas ao vivo em seu noticiário, deu as últimas informações sobre os eventos. (...) Em 18 de abril, (...) foi determinada a censura prévia às emissoras de rádio e de televisão, sendo proibida a transmissão ao vivo de qualquer informação sobre a votação da emenda à Constituição. (...) Apesar de estar impedida de transmitir ao vivo, a Globo conseguiu burlar a proibição, como relata a repórter Sônia Pompeu.
:: Debate Lula versus Collor
(...) Entre o primeiro e o segundo turno da eleição, houve dois debates entre os candidatos Collor e Lula. (...) Os dois debates foram transmitidos na íntegra das 21h30 às 24h, por um pool formado pelas quatro principais emissoras de televisão do país: Globo, Bandeirantes, Manchete e SBT. (...) No dia seguinte à sua exibição ao vivo e na íntegra, a Rede Globo apresentou duas matérias com edições do último debate: uma no Jornal Hoje e outra no Jornal Nacional. As duas foram questionadas. A primeira por apresentar um equilíbrio que não houve, e a segunda por privilegiar o desempenho de Collor. Mas foi a segunda que provocou grande polêmica. A Globo foi acusada de ter favorecido o candidato do PRN tanto na seleção dos momentos como no tempo dado a cada candidato, já que Fernando Collor teve um minuto e meio a mais do que o adversário.
O PT chegou a mover uma ação contra a emissora no Tribunal Superior Eleitoral. O partido queria que novos trechos do debate fossem apresentados no Jornal Nacional antes das eleições, como direito de resposta, mas o recurso foi negado. Em frente à sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro, atores da própria emissora, junto com outros artistas e intelectuais, protestaram contra a edição. No entanto, a própria liderança do PT, apesar de não admitir a derrota, reconheceu que Lula não se saíra bem no confronto com Collor.
Os responsáveis pela edição do Jornal Nacional afirmaram, tempos depois, que usaram o mesmo critério de edição de uma partida de futebol, na qual são selecionados os melhores momentos de cada time. Segundo eles, o objetivo era que ficasse claro que Collor tinha sido o vencedor do debate, pois Lula realmente havia se saído mal. (...) Mas o episódio provocou um inequívoco dano à imagem da TV Globo. Por isso, hoje, a emissora adota como norma não editar debates políticos; eles devem ser vistos na íntegra e ao vivo. Concluiu-se que um debate não pode ser tratado como uma partida de futebol, pois, no confronto de idéias, não há elementos objetivos comparáveis àqueles que, num jogo, permitem apontar um vencedor.
:: Empréstimo do BNDES
Segundo informações divulgadas na imprensa, o BNDES teria realizado um empréstimo para salvar a Globopar. Esse empréstimo comprovadamente nunca aconteceu. Até porque as Organizações Globo conseguiram renegociar suas dívidas com outros credores privados. (...) Ignorando os fatos, em 13 de setembro de 2005, um dia antes da cassação do seu mandato por quebra do decoro parlamentar, o deputado Roberto Jefferson fez acusações à Globo e críticas contundentes ao BNDES em entrevista à Folha de S. Paulo e também na tribuna da Câmara. Ele acusava o banco de ter realizando um empréstimo de R$ 2,8 bilhões para salvar a Globopar. (...) No dia 14 de setembro, o BNDES distribuiu nota à imprensa demonstrando ser improcedente a afirmação de Roberto Jefferson de que o banco liberou crédito para a Globopar.
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Ontem, a querida blogueira e apresentadora do Atualíssima, Rosana Hermann, levantou uma interessante discussão, num post do Querido Leitor sobre A Favorita. Segundo ela, há uma "nova mania dos críticos de TV de torcer com prazer mórbido contra a novela da Globo". Citou como exemplo o uso por jornalistas da expressão A Rejeitada, que teria sido criada pela concorrência para ironizar a trama de João Emanuel Carneiro.Daniel Castro, colunista da Folha de S.Paulo, e Ricardo Feltrin, do Uol, foram alguns dos que não resistiram e publicaram a piadinha interna. "A novela pode até ser chamada de A Rejeitada pela concorrência, mas que os jornalistas usem o mesmo apelido aí já é dar recibo de parcialidade total", escreveu. "Pra não supor coisa pior que compromete a isenção".
Rosana parece ter razão. Hoje há mais exemplos de parcialidade: reportagem da edição de hoje do Financial Times sobre o sucesso da Globo, com elogios à emissora, foi deturpada na Folha Online e no Uol. O título original falava em "TV Globo mantém estratégia vencedora há trinta anos", mas nesses portais o destaque era "Hegemonia da Globo é ameaçada por 'clone' Record, diz 'FT'".
A que atribuir esse fenômeno? Em parte, o investimento da Record em divulgação explica essa presença maciça nos meios de comunicação. A assessoria da emissora se especializou em divulgar índices de audiência, que imediatamente são replicados em blogs, sites, jornais e revistas. Os releases falam em "vitória por cinco minutos", mas nunca citam a derrota nos outros 45 minutos. Poucos checam as informações. O Tevê Aberta noticiou em janeiro que o Ibope desmentiu números repassados à imprensa pela Record. Segundo o instituto, a rede manipula os dados.
Além de disputa comercial, outra explicação possível é o interesse dos jornalistas pela mudança, pela novidade, hoje representada pela Record. De fato, a rede do bispo Macedo tem conseguido movimentar a televisão, o que merece ser noticiado, mas a atenção dada a ela ainda parece desproporcional à sua real participação no mercado. Quando ocupava o segundo lugar em audiência, o SBT era tão citado por jornalistas? Fica a impressão, sim, de que existe torcida pelo fim da supremacia da Globo.
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Band
1º turno: 21 de julho (segunda-feira) e 21 de agosto (quinta)
2º turno: 7 (terça) ou 9 (quinta) de outubro
Globo
1º turno: 2 de outubro (quinta)
2º turno: 24 de outubro (sexta)
Gazeta (somente em São Paulo)
1º turno: 31 de agosto (domingo)
2º turno: 12 de outubro (domingo)
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Relembre a cobertura das eleições de 2006
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1 - Duas Caras: 50 pontos de audiência e 72% de participação
2 - Jornal Nacional: 38 e 58%
3 - Praça TV 2ª Edição: 35 e 54%
4 - Desejo Proibido: 34 e 56%
5 - Beleza Pura: 33 e 51%
6 - A Grande Família: 32 e 52%
7 - Casseta & Planeta: 32 e 49%
8 - Fantástico: 31 e 50%
9 - Futebol regional vespertino: 30 e 54%
10 - Globo Repórter: 30 e 49%
11 - Zorra Total: 27 e 48%
12 - Malhação: 27 e 48%
13 - Tela Quente (Pequenos Espiões 3D): 26 e 45%
14 - Temperatura Máxima (Shrek): 25 e 55%
15 - Sessão da Tarde (Monstros SA): 23 e 47%
16 - Futebol de quarta: 23 e 39%
17 - Toma Lá, Dá Cá: 23 e 41%
18 - Domingão do Faustão: 22 e 40%
19 - Vale a Pena Ver de Novo (Cabocla): 22 e 45%
20 - Vídeo Show: 20 e 43%
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Explica-se: nos dois primeiros capítulos, o que se viu foram duas personagens com personalidade completamente definida. Donatela é a típica vilã — apareceu chantageando, ameaçando, destratando funcionários, pagando pessoas para prejudicarem sua concorrente. Flora, por sua vez, é a típica mocinha — foi mostrada como sofredora em busca de justiça, doce, delicada.No decorrer da novela, as características de ambas podem mudar. Mas quem acreditará numa mocinha que lança mão de recursos anti-éticos para conseguir o que quer? E numa vilã que não ataca com golpes baixos? Se o objetivo de João Emanuel era deixar os espectadores em dúvida, falhou.
A falha, no entanto, não compromete a trama em si, e sim sua campanha de divulgação. Dúvida sobre vilã e mocinha à parte, A Favorita tem um enredo diferente de suas antecessoras, o que traz alívio para o público de novelas. Em vez de disputarem o amor de um homem, como manda a tradição do gênero, Flora e Donatela se enfrentarão para provar que falam a verdade.
Em dois capítulos, Patrícia Pillar já conseguiu conquistar. Fugiu do estereótipo de vítima que chora todo o tempo a ponto de irritar os espectadores. Glória Menezes e Milton Gonçalves são outros destaques. Cláudia Raia, ao contrário, trilhou o caminho mais fácil e parece estar interpretando a personagem de sempre: ela mesma.
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A Record comprou a briga: mudou o horário do último capítulo de sua novela de maior audiência na tentativa de enfraquecer a estréia da novela de maior audiência da Globo. E conseguiu. O desfecho de Caminhos do Coração, trama que entrava no ar às 22h, passou às 20h40, horário em que começava a exibição do primeiro capítulo de A Favorita.Resultado: na medição preliminar do Ibope, A Favorita teve a pior estréia de uma novela das 21h da história da Globo, com média de 35 pontos, cinco a menos que a da segunda pior, Duas Caras. Caminhos do Coração, por sua vez, registrou 22 pontos, a segunda melhor audiência de uma trama da Record, atrás dos 25 de Vidas Opostas.
Hoje, estréia a continuação de Caminhos do Coração, Os Mutantes, também às 20h40. A mudança de horário mostra que a Record está disposta a usar as mesmas armas da concorrente que mais critica, o SBT. Alterações repentinas na grade têm se tornado freqüentes na rede do bispo Macedo, desrespeitando os espectadores que acompanham os programas.
Esta postagem foi sugerida pelo leitor Alex Teixeira.
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