Para muita gente, Valéria Valensa ainda é — e sempre será — a Globeleza, mas pela segundo ano consecutivo quem ocupa o posto de musa da vinheta de carnaval da Globo é Aline Aniceto, de 20 anos. Escolhida entre mais de 50 concorrentes no final de 2005, a carioca já gravou o clipe de 2007, que estréia, durante o Fantástico, no domingo 7.

Aline sambou para as câmeras usando uma fantasia prateada e com bolas coloridas inspirada na África (foto acima), uma criação de Sylvia Trenker. Como na vinheta de 2006, não houve pintura corporal, uma marca da "era Valensa". No cenário, espelhos para reproduzir o gingado da moça. A novidade é a ausência de efeitos especiais.

* Com foto de João Miguel Júnior/TV Globo.

O Tevê Aberta adiantou a informação em 18 de outubro, mas só amanhã, mais de dois meses depois, Faustão confirmará oficialmente a compra dos direitos do programa Circo dos Famosos. A nova atração irá ao ar no Domingão do Faustão (Globo), seguindo os mesmos moldes da Dança dos Famosos e da Dança no Gelo. No quadro, criado pela Endemol (a mesma de Big Brother), celebridades nacionais terão que demonstrar seu talento como trapezistas, malabaristas, mágicos e até palhaços.

Em outubro, a equipe deste blog apurou que o formato gerou polêmica em Portugal. Por lá, o canal TVI estreou o Circo das Celebridades em março. Logo na lançamento, uma má notícia: o programa ficou em sexto lugar no ranking da audiência. E ainda passou a enfrentar a ira dos defensores dos animais, já que permitia números com cavalos, elefantes, leões e tigres. Depois de um mês de protestos, o Circo das Celebridades perdeu todos os seus patrocinadores.

Por aqui, a Globo vai adaptar o formato, excluindo a participação de animais, já que uma lei do município do Rio de Janeiro proíbe o uso de bichos em apresentações circenses. Outra mudança é o fim do confinamento dos famosos. Enquanto em Portugal todos os concorrentes eram obrigados a dormir em um alojamento — inclusive tendo que cuidar da higiene e da alimentação dos animais —, no Brasil as celebridades vão apenas ter aulas no picadeiro.

Que as reprises do seriado Chaves têm espaço garantido na grade de programação do SBT, todo mundo já sabe. Mas, a partir de 1º de janeiro, os fãs do "menino do barril" vão parar — pelo menos por um período — de rever os episódios na tevê aberta. Isso, isso, isso. A emissora de Silvio Santos deixará de exibir a versão original (com atores) para levar ao ar, às 18h, o desenho animado derivado da série, que estreou em outubro no México.

Apesar de a atração nem ter estreado, os problemas já começaram... O primeiro: o desenho não contará com os mesmos dubladores do clássico seriado, já que os responsáveis pelas vozes do personagem principal (Marcelo Gastaldi) e do Seu Barriga (Mario Vilela) faleceram e outros não entraram em acordo com o canal. Inicialmente, devem ser mantidos os dubladores de Seu Madruga, Dona Florinda, Dona Clotilde, Professor Girafales e Pópis.

O segundo problema: o programa só teve treze episódios exibidos em seu país de origem até agora, o que coloca em dúvida sua permanência na grade da emissora brasileira. O que, sem se tratando do SBT, nunca é uma certeza...

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Vídeo: Reveja o parto real de Páginas da Vida



Atualização em 2/1/07: O vídeo foi censurado pelo YouTube, apesar de não mostrar qualquer parte íntima ou cena pornográfica, tendo sido exibido em horário nobre pela principal emissora de tevê aberta do país.

Luize Altenhofen vai reforçar o time de "modelos-e-apresentadoras" da tevê aberta brasileira. Ex-garota da capa da Playboy, ela assinou contrato com a Band para comandar um programa esportivo diário (de segunda a sexta-feira). A atração tem estréia marcada para a segunda quinzena de janeiro, mas o horário de exibição ainda não foi divulgado. Segundo a coluna Zapping, do jornal Agora, Luize precisará deixar o canal pago Sportv, no qual apresenta o Rolé, de esportes radicais.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Veja antes imagens do Show da Virada, da Globo

Ainda faltam cinco dias para a passagem de 2006 para 2007, mas o Tevê Aberta já sabe como será o Show da Virada, tradicional atração da Globo levada ao ar em 31 de dezembro. A emissora divulgou imagens dos dois dias de gravação do programa — realizada em 28 e 29 de novembro, no Claro Hall, no Rio de Janeiro.

Coube ao cantor Vinny abrir a série de apresentações. No primeiro dia, outros destaques foram Titãs, Detonautas, Jota Quest, CPM 22, Armandinho, Roupa Nova, Bruno & Marrone e artistas do funk (Latino, Leozinho, Marcinho, entre outros). A banda Calypso fechou a noite.

O início do segundo dia reuniu sambistas, como Fundo de Quintal, Alcione, Dudu Nobre e Zeca Pagodinho. Em seguida, subiram ao palco a dupla Sandy & Júnior, a banda Skank e os sertanejos Daniel e Zezé di Camargo & Luciano. Wanessa Camargo sucedeu a apresentação do pai e, depois, abriu espaço para Alceu Valença, Aviões do Forró e artistas do axé (Daniela Mercury, Margareth Menezes, Babado Novo, Jammil, Asa de Águia e Netinho). Ivete Sangalo encerrou as gravações, cantando alguns de seus sucessos.

O Show da Virada começará às 22h. Às 23h54m, a emissora exibirá flashs ao vivo dos principais pontos de comemoração em todo o Brasil e, à meia-noite, mostrará a queima de fogos em Copacabana.

:: Confira a lista completa das atrações do Show da Virada

Primeiro dia de gravação
Vinny
Latino
Armandinho
Oswaldo Montenegro
The Originals
Roupa Nova
Detonautas
Titãs
Biquini Cavadão
Jota Quest
CPM 22
MC Leozinho
Perlla
Os Caçadores
MC Sapão
Cidinho e Doca
MC Marcinho
Charlie Brown Jr
Calypso

Segundo dia de gravação
Fundo de Qintal
Alcione
Zeca Pagodinho
Dudu Nobre
Leandro Sapucahy
Sandy & Junior
Skank
Daniel
Guilherme & Santiago
Bruno & Marrone
Zezé di Camargo & Luciano
Wanessa Camargo
Alceu Valença
Aviões do Forró
Margareth Menezes
Jammil
Babado Novo
Cheiro de Amor
Asa de Águia
Netinho
Ivete Sangalo

* Fotos de Márcio de Souza/TV Globo

Depois do sucesso na novela Belíssima, como o gago Fladson, e no teatro, com o monólogo Cada Um Com Seus Pobremas e o musical Sweet Charity, o ator Marcelo Médici ganhou um quadro no Fantástico (Globo). A exemplo de Lúcio Mauro Filho e Lázaro Ramos, ele apresentará uma série de reportagens no programa. Desta vez, o tema será a história dos dinossauros. As gravações começarão em janeiro e o quadro terá a direção de Luís Vilaça, o mesmo de Retrato Falado.

domingo, dezembro 24, 2006

Hoje é dia de desligar a tevê...

Aos 75.331 visitantes que prestigiaram o Tevê Aberta nestes seis meses de existência e contribuíram, por meio de seus comentários, para o crescimento deste blog, nosso muito obrigado e os sinceros desejos de um feliz Natal. Hoje é dia de desligar a tevê e aproveitar a vida real com a família e os amigos. Uma noite boa a todos, com muita paz e reflexão.

A equipe do Tevê Aberta

A assistente de palco de Sílvio Santos, Patrícia Salvador, venceu a primeira edição do programa Bailando por um Sonho (SBT). O final da competição só irá ao ar amanhã, às 13h45m, mas o resultado já vazou pela imprensa. A protegida do "patrão" formava dupla com o engenheiro Leonardo, que sonhava fazer uma pós-graduação em gestão empresarial. Ele levou para casa a bagatela de R$ 100 mil.

Analice Nicolau, também funcionária da emissora, ficou com a segunda colocação e Virginia Nowicki, que liderou quase toda a disputa, com o terceiro lugar. Apesar da baixa audiência de Bailando por um Sonho, o canal abriu inscrições para um novo programa do gênero, o Dançando com as Estrelas da Dança, destinado apenas a profissionais. Os concorrenres disputarão prêmios de R$ 300 mil (primeiros colocados), R$ 200 mil (segundos colocados) e R$ 100 mil (terceiros colocados).

A seção Claque reúne vídeos com cenas engraçadas ou curiosas exibidas na tevê aberta brasileira

O Tevê Aberta cantou a bola em 14 de dezembro: "o erro (entenda clicando aqui) pode colocar em risco a tão recente permanência de Juliana Alvim à frente do SBT Brasil..." Pois, uma semana depois da gafe cometida pela jornalista durante a exibição do telejornal, chega a confirmação. Antes de entrar em férias, Sílvio Santos decidiu que Juliana deixará a bancada do SBT Brasil e voltará a ser repórter em Brasília. Ou seja, em 2007, Carlos Nascimento passará a ancorar o telejornal sozinho. Até lá, ele e Hermano Henning se revezarão no comando da atração.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Vídeo: Xuxa Especial de Natal 2006


Encerramento do especial

Primeiro, a Central Globo de Comunicação informou que não comentaria a carta em que o ex-repórter da emissora Rodrigo Vianna critica a linha editorial do canal, depois, diante da repercussão do caso, o diretor de jornalismo, Luiz Claudio Latgé, resolveu divulgar uma resposta às acusações. Ou melhor, atacou pessoalmente o jornalista, chamando-o de mentiroso e desequilibrado, na tentativa de desqualificar seu ponto de vista. O Tevê Aberta repete a pergunta feita no post anterior: em quem o leitor acredita?

:: Leia a carta de Luiz Claudio Latgé na íntegra

O repórter Rodrigo Vianna foi informado hoje de que o contrato dele, que termina dia 31 de janeiro, não será renovado. A comunicação com um mês de antecedência é uma exigência do contrato. Está claro que o Rodrigo preparou-se para este momento, a ponto de ter uma longa mensagem pronta a ser divulgada. Os motivos da não renovação nada têm a ver com a cobertura das eleições, como ele especula. Em respeito a ele, jamais pretendi torná-los públicos nem farei isso agora. Rodrigo, porém, nem os quis conhecer. Ao ouvir de mim que o contrato não seria renovado, saiu intempestivamente de minha sala e enviou um e-mail para a Redação.

Rodrigo deve ter pensado que poderia encontrar no ataque aos colegas e na mentira uma saída nobre. Com essa atitude, ele pareceu querer se defender de acusações que jamais passaram pela nossa cabeça. A pergunta que fica é a seguinte: se a integridade dele é tão elevada, como ele supõe, por que não se demitiu anteriormente, convivendo durante meses com uma situação que ele classifica de insuportável? Não o fez porque tinha como certo que seu contrato seria renovado. Para que não perdesse o emprego por motivos menos nobres, preferiu repetir, quase literalmente, acusações que jornalistas mal-intencionados já nos tinham feito. Talvez tenha pensado que, assim, sairia como mártir. Deu a entender que partiu dele a iniciativa de sair, quando na verdade todos os sinais que emitia eram de que queria ficar.

Lamento que tenha perdido o equilíbrio e tentado transformar um assunto funcional interno numa questão política, que jamais existiu. Sinto não ter percebido antes que, intuindo que poderia ser desligado por outros motivos, construa essa "justificativa política", sem base na realidade. Foi um comportamento indigno. E não é justo com o trabalho de todos deixar sem resposta as críticas que ele nos faz.

Fizemos uma cobertura eleitoral intensa e democrática, com a abertura de espaços em todos os nossos telejornais para todos os partidos, que mais de uma vez reconheceram nossa isenção e a importância do serviço prestado ao público. Não inventamos uma pilha de dinheiro na mesa da Polícia Federal. Já saímos a público antes para refutar estas teorias conspiratórias produzidas por grupos políticos e jornalistas descompromissados com a verdade.

Nosso noticiário em nada foi diferente dos demais veículos de imprensa de importância. De setembro a outubro, demos 20 reportagens sobre Abel Pereira e Barjas Negri. Todos os assuntos foram investigados, sim, e noticiados segundo o seu grau de relevância. Tudo o que fizemos foi exposto ao juízo do público em nossas edições diárias. Nossa isenção jornalística foi elogiada em artigos até por veículos de grupos concorrentes.

Não há nada em nossa conduta ou em nossas decisões editoriais que tenha nos afastado do bom jornalismo e muito menos que nos envergonhe.

A confusão de idéias que o Rodrigo Vianna expressa deve ter razões pessoais e compromissos que não nos cabe julgar. Peço desculpas aos colegas pelos ataques e ofensas por ele dirigidos.

Repórter-especial da Globo por 11 anos, o jornalista Rodrigo Vianna divulgou ontem uma carta em que critica a cobertura das eleições de 2006 feita pela emissora, a qual considera "desastrosa". Rodrigo cita, com detalhes, "intervenção minuciosa em textos, trocas de palavras a mando de chefes" e outros artifícios para favorecer candidatos do PSDB — principalmente Serra e Alckmin — e prejudicar os do PT — especialmente Lula.

O desabafo do jornalista vai de encontro aos comentários que, desde sempre, ecoam nas conversas da categoria, e também de parte da população. "O que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?", resume Rodrigo. A Central Globo de Comunicação não comentou a carta, mas fez questão de informar que Rodrigo Vianna só a divulgou "após ter sido informado pela emissora de que seu contrato não seria renovado". Em quem o leitor acredita?

Em tempo: o tal "fulano" a que o jornalista se refere é Ali Kamel, editor-executivo da Central Globo de Jornalismo.

:: Leia a carta de Rodrigo Vianna na íntegra

Lealdade

"Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.

Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: "você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros". Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos - sim - bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.

Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: "olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás".

Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política - da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.

Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.

Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!

Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: "o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto".

Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.

Na reta final do primeiro turno, os "aloprados do PT" aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.

Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: "por que não vamos repercutir a matéria da "Istoé", mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?"

Por que isso, por que aquilo... Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?

Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de "petistas" e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do "governo anterior", acharam que ninguém ia achar estranho?

Faltando seis dias para o primeiro turno, o "petista" Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!

Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as "suspeitas", e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente... A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.

Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.

Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada...).

O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!

Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!

Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do "dossiê". Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?

E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas "desagradáveis". A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.

E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores...

E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.

Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!

Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?

Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?

O JN levou um furo, foi isso?

Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele... Mas, a Globo não pôs no ar... O portal "G-1" botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a "CartaCapital" ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.

Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?

Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.

E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da "CartaCapital". Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!

Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista "Quatro Rodas" dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!

Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição...

De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de "pretos e pardos". Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha...

A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como "concubinas" ou "amásias". Nunca usamos esses termos!

Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de "turcos" pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?

Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de "Parada dos Pederastas". Francamente, não tenho mais estômago.

Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?

Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.

Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.

Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.

Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:

"(...)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança".

Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas... Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.

E vejam o vocabulário: "lealdade e confiança". Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da "lealdade".

Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.

Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi "leal" com o público. Nem com os jornalistas. Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!

João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:

"Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando".

Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!

Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na "geladeira". Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.

Boa parte dos seus "colaboradores" (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas - "colaboradores", essa é boa... Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.

Mas, isso tudo tem pouca importância.

Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?

Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?

Depois, não sabem porque os protestantes crescem...

Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!

Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.

Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.

Foram quase doze anos de Globo.

Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.

Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.

Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces...

Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.

Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.

Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia "vallet park", nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.

Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.

Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.

Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas...

1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem "lealdade"; parecem "poderosos chefões" falando com seus seguidores... Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.

2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.

Saudades das equipes na rua - UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.

Saudades dos editores - que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.

Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem - acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!

Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica - sempre leais.

Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter - com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).

Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.

Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.

Um beijo a todos.

Rodrigo Vianna."

A Record tem uma fonte de receita infindável, mas parece que decidiu não gastar o dinheiro que arrecada para garantir um bom salário aos seus contratados. Depois de recusar o cachê pedido por Daniela Cicarelli para apresentar o programa Jogo do Namoro, a emissora convidou Cláudio Heinrich para comandar a atração. O ator chegou a gravar pilotos, mas exigiu que o canal dobrasse o seu salário, já que trabalharia mais. A direção do canal negou o pedido e o afastou do programa. Resultado (parcial, é claro): Jogo do Namoro será apresentado por Maria Cândida —que, provavelmente, aceitou a função sem pedir aumento — e deixará de ser um programa para virar um quadro do indecifrável Tudo a Ver. A estréia está prevista para janeiro.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Futebol: Globo acerta com Band exibição de jogos

Depois da desistência da Record e do fracasso nas negociações com o SBT, a Globo conseguiu vender hoje para a Band os direitos de transmissão de campeonatos nacionais de futebol em 2007. As duas emissoras irão compartilhar a exibição, na tevê aberta, dos jogos do Paulistão, da Copa do Brasil, do Brasileirão e da Copa Sul-Americana.

O acordo foi fechado na manhã de hoje e começará a valer em janeiro. As partidas continuarão indo ao ar às quartas-feiras, às 21h45m, e aos domingos, às 16h. Pelo menos o torcedor não terá, obrigatoriamente, que aturar a narração de Galvão Bueno.

A novela Paraíso Tropical, a próxima da faixa das 20h da Globo, só deve estrear em 5 de março de 2007, mas a equipe do folhetim já se reúne para acertar detalhes da produção. Na terça-feira passada, os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares e o diretor de núcleo Dennis Carvalho comandaram um workshop para preparar o elenco para as gravações, no Projac.

Gilberto explicou que a trama girará em torno de uma história de amor e afirmou que Paraíso Tropical será a novela mais romântica que já escreveu. "Trata-se de um romance que, talvez, o público só tenha visto em minhas minisséries”, disse. Ele contou que o "paraíso" do título vai ser apresentado de diversas formas: corpos bonitos desfilando por belas paisagens; um grande amor numa ilha paradisíaca; e a ascensão profissional.

Ou seja, além das tais histórias de amor, o autor também explorará situações que são sua especialidade — cenas de ambição, ganância, sexo e poder não ficarão de fora da trama. E terão como cenário as ruas de Copacabana. Mas Gilberto avisou: Paraíso Tropical, cujo título provisório era Copacabana, não falará sobre o famoso bairro do Rio de Janeiro. “A novela é sobre o Brasil, mas, por gostar muito de Copacabana, acabei escolhendo o bairro para ambientar a trama”, informou.

Grande parte do elenco assistiu atentamente às apresentações. Entre eles, Alessandra Negrini, Fábio Assunção, Suzana Vieira, Tony Ramos, Maria Fernanda Cândido, Marcello Antony, Camila Pitanga, Bruno Gagliasso, Renée de Vielmond, Othon Bastos, Isabela Garcia, Wagner Moura, Isis Valverde, Sérgio Marone, Beth Goulart, Hugo Carvana, Rosamaria Murtinho, Otávio Muller, Ildi Silva, Marco Ricca, Carlos Casagrande, Chico Diaz, Fernanda Machado e Rodrigo Veronese.

Também estiveram presentes os integrantes da equipe da novela: Dennis Carvalho e José Luís Villamarim, diretores-gerais; Maria de Medicis, Amora Mautner e Cristiano Marques, diretores; e Ângela Carneiro, Maria Helena Nascimento, Nelson Nadotti, João Ximenes Braga e Sergio Marques, colaboradores (texto).

Irá ao ar hoje, no Fantástico (Globo), a série de humor Os 7 Pecados Capitais, dirigido e escrito pelo cineasta João Falcão. Cada um dos pecados foi transformado em esquetes de cerca de 4 minutos de duração, que serão exibidos em blocos separados ao longo do programa. Os quadros contam com participação de artistas da emissora, como Bruno Garcia (ira), Luana Piovani (preguiça), Lázaro Ramos (avareza), Vladimir Britcha e Marcello Antony (inveja), Deborah Secco (luxúria), Betty Gofman e Aramis Trindade (gula) e Selton Mello (soberba).

Os atores vivem personagens atortoados pelos vícios da sociedade pós-moderna e demonstram seus pecados em situações engraçadas do dia-a-dia. João Falcão quis dar um enfoque diferente do assunto. Por isso, no esquete sobre a gula, um casal se farta de tanto falar, ao invés de comer, e no que trata da avareza, há um homem obsessivo por economizar tempo, e não dinheiro.


Dueto com Marisa Monte


Dueto com MC Leozinho


Roberto Carlos volta a cantar Negro Gato

sábado, dezembro 16, 2006

Altas Horas recebe "meninas" do Saia Justa

As integrantes do Saia Justa — Mônica Waldvogel, Maitê Proença, Marcia Tiburi, Betty Lago e Ana Carolina — deixaram o estúdio do GNT na tarde de quinta-feira e participaram juntas, pela primeira vez, de um outro programa. O encontro vai ao ar na madrugada de hoje, no Altas Horas (Globo), de Serginho Groisman.

Na gravação da atração, as "meninas" falaram sobre amizade, carreira, filosofia e relacionamento. E Ana Carolina comentou por que deixará o Saia Justa. “Com o lançamento do novo CD, não tenho como conciliar as duas atividades, mas tenho planos de voltar", disse. Ela ainda cantou as músicas É Isso Aí, Encostar na Tua, Carvão, Tolerância e Rosas.

Outros convidados da edição deste sábado da atração são o grupo mexicano Maná e o autor do livro Histórias Sexual da MPB, Ricardo Faour.


Primeira parte do último episódio de Antônia

"Quando eu crescer, eu quero ser que nem elas, muito diferente". A frase, dita pela pequena Emília (Nathalie Cris) no encerramento do quinto e último episódio de Antônia (Globo), representa com exatidão a principal característica da série. A história de Preta (Negra Li), Barbarah (Leilah Moreno), Mayah (Quelynah) e Lena (Cindy Mendes) entra na lista das melhores atrações da tevê aberta brasileira em 2006 justamente por se diferenciar de quase todos os outros produtos exibidos na televisão neste ano.

Antônia, O2 Filmes, teve o mérito de levar para a telinha a realidade de uma parte da população quase sempre relegada a segundo plano. As cidades cenográficas, as luzes dos estúdios, os diálogos artificiais e o maniqueísmo (bem versus mal) foram substituídos pelas ruas (verdadeiras) da Brasilândia, as luzes de São Paulo, as conversas com clima espontâneo e as situações típicas do dia-a-dia dos moradores da periferia. E mais: na série, quatro jovens negras interpretaram os papéis principais, não os de coadjuvantes dos coadjuvantes, como é comum.

Assim como os quatro anteriores, o episódio de hoje foi marcado por um texto (de Jorge Furtado e Claudia Tajes) singelo, que aproximou a ficção da vida real — fato inusitado no meio. "Quase todo mundo no hospital tem a cara triste. Eles vieram aqui porque estão doentes. Só as grávidas é que são felizes. Mas até dá um pouco de vergonha ficar feliz no meio de tanta gente triste", observou Emília no início do capítulo. Mais tarde, resumiu a situação das mães solteiras, maioria nos bairros pobres: "Eu conheço um monte de mães e um monte de filhas e filhos. Mas pai eu conheço bem pouco".

Estas e outras frases ganharam força graças a interpretações intuitivas, não-esteriotipadas. Não por acaso a emissora tenta contratar as cantoras que, mesmo sem experiência como atrizes, contribuíram para o sucesso de Antônia (além de Nathalie Cris, uma das principais revelações do ano). O êxito da série, aliás, põe em xeque o futuro da teledramaturgia, destacando a importância da exibição de produções independentes, que fogem da estética e da linguagem tradicionais. Que venham a segunda e mais temporadas, igualmente diferentes.


Segunda parte do último episódio de Antônia


Terceira parte do último episódio de Antônia

Bailando por um Sonho pode não estar sendo um grande sucesso de audiência, mas, ainda assim, o SBT decidiu investir em um novo programa do gênero, cujo título provisório é Dançando com as Estrelas da Dança. Desta vez, apenas profissionais desconhecidos disputarão os prêmios, de R$ 300 mil (primeiros colocados), R$ 200 mil (segundos colocados) e R$ 100 mil (terceiros colocados).

As inscrições para o que a emissora de Sílvio Santos chama de 1º Campeonato Brasileiro de Dança no SBT acabam de ser abertas. Bailarinos interessados em concorrer devem se inscrever no site do canal. É preciso preencher um formulário com dados pessoais e enviar uma foto. As duplas participantes serão formadas, por sorteio, apenas na estréia da atração.

E por falar em Bailando por um Sonho, o programa agora só vai ao ar aos domingos, às 13h45m. Permanecem na disputa os famosos (?) Patrícia Salvador, Virginia Nowicki, Analice Nicolau e Fernando Scherer. A final está prevista para 24 de dezembro.

Thiago Lacerda foi o escolhido para formar par romântico com Malu Mader em Eterna Magia, a próxima novela das seis da Globo. Ele viverá Conrado na trama de Elizabeth Jhin, supervisionada por Sílvio de Abreu. Já Malu, interpretará Eva, uma das três irmãs em torno das quais a história vai girar.

Eva é uma famosa pianista brasileira que viveu na Irlanda e, ao voltar a uma cidade do interior de Minas Gerais entre os anos de 1938 e 1945, revoluciona o comportamento dos habitantes. As outras duas irmãs são Sarah (Fernanda Vasconcellos) e Mariana (Maria Flor). De acordo com a sinopse, o trio disputará o amor de Gustavo (Murilo Rosa).

Ainda devem participar da novela as atrizes Natália Thimberg, Irene Ravache, Eliane Giardini, Cássia Kiss e Aracy Balabanian e os atores Cauã Reymond, Iran Malfitano, Paulo José, José de Abreu, Osmar Prado e Emiliano Queiroz. Inspirada nas wiccas, mulheres adeptas da magia, a novela terá cenas gravadas na Irlanda. Eterna Magia será dirigida por Carlos Manga e Ulisses Cruz.

Nem toda a experiência da Globo em produzir novelas a livra de um problema de iniciante: os atrasos nas gravações. Enquanto Manoel Carlos parece estar conseguindo deixar Páginas da Vida com alguns capítulos de frente, Thelma Guedes e Duca Rachid têm atrasado a entrega dos textos. Segundo a coluna Zapping (Agora), é comum um capítulo da trama das seis ser entregue à noite para um ator decorar e gravar no dia seguinte. Por conta disso, parte do elenco estaria reclamando, já que os estúdios da novela agora funcionam até durante a madrugada.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Claque: Juliana Alvim comete gafe no SBT Brasil



Menos de uma semana depois de estrear na bancada do SBT Brasil, a jornalista Juliana Alvim cometeu sua primeira gafe durante o telejornal. Ao encerrar a edição de sábado do jornalístico, a nova âncora não conseguiu indicar qual programa viria a seguir na programação da emissora. "Assista daqui a pouco o... Assista daqui a pouco... o programa..." Visivelmente constrangida e desinformada, emendou um "boa noite" e ainda repetiu a saudação.

Matéria da Folha de S. Paulo diz que o erro "reflete o caos instalado na emissora em razão das constantes e repentinas mudanças de programação determinadas por Silvio Santos", mas a gafe parece ter um motivo bem menos mirabolante. Quem conhece os bastidores de um telejornal percebe facilmente que o teleprompter — aparelho no qual os apresentadores lêem as notícias — falhou. Uma prova disso é que Juliana procurou a frase que deveria dizer em papéis na bancada — que são deixados ali justamente para "salvar" os âncoras quando o famoso TP pára de funcionar.

Mas é claro que a explicação não redime o erro e pode colocar em risco a tão recente permanência de Juliana Alvim à frente do SBT Brasil...

A programação especial de fim de ano da Globo estreará amanhã, com Os Caras de Pau — infantil apresentado pelos humoristas Leandro Hassum e Marcius Melhem — e Estação Globo — musical comandada por Ivete Sangalo. Ambas as atrações terão cinco episódios temáticos cada. Neste domingo, o primeira tratará de superstições e a segunda, de festas do interior.

Às 13h, Leandro e Marcius promoverão brincadeiras com a platéia, formada por crianças, viajam no tempo para contar a história dos vikings e do velho oeste, e ainda se transformam em médicos, repórteres e integrantes de esquadrão. A atriz Carol Castro fará uma participação especial.

Às 13h30m, Ivete Sangalo, receberá 13 cantores/duplas/bandas que representam o interior do país — pelo menos na teoria. Entre eles, a Banda Calypso, Elba Ramalho, Zezé di Camargo & Luciano, Margareth Menezes, Alceu Valença, MC Leozinho e Jota Quest.


Ivete Sangalo leva um tombo durante gravação do Estação Globo

:: Confira a programação do fim de ano da Globo (até o dia 25/12)

14/12
* Profissão Repórter: O quadro do Fantástico terá um especial de 30 minutos de duração, na quinta-feira, logo depois de A Grande Família. Caco Barcelos e a equipe de estagiários de jornalismo da emissora contarão como é a vida de pessoas que trabalham no mar (em barcos de pesca, transatlânticos, plataformas de petróleo e submarinos da Marinha).

16/12
* Roberto Carlos Especial: No sábado, após Páginas da Vida, o tradicional programa virá ligeiramente diferente. O rei cantará o funk Se Ela Dança, Eu Danço, ao lado do MC Leozinho. Ele ainda dividirá o palco com Erasmo Carlos, Wanderléa, Marisa Monte e Jorge Benjor.

17/12
*Os Caras de Pau: A segunda edição do infantil terá como tema as férias.

* Estação Globo: Ivete Sangalo comandará uma festa na laje, com Babado Novo e MC Perlla, entre outros convidados.

* Sob Nova Direção: O episódio dedicado ao Natal celebrará o nascimento, com a chegada ao mundo do filho de Belinha (Heloisa Perissé). O problema é que o trabalho de parto da grávida começará ao mesmo tempo do casamento de Pit (Ingrid Guimarães) com o Dr. Renan (Rafael Calomeni). E o noivo, obstetra de Belinha, trocará o altar pelo hospital.

18/12
* O Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas: É no mínimo estranho incluir O Exterminador do Futuro numa programação de fim de ano. Mas, como a Globo o fez, aí vai o serviço: o filme em que o T-800 (Arnold Schwarzenegger) ajuda os humanos numa batalha contra as máquinas irá ao ar no Tela Quente Especial.

19/12
* Casseta & Planeta: No dia seguinte, outros dois programas exibirão seus especiais de Natal. Os humoristas do Casseta vão satirizar as atrações de fim de ano da Globo (ótima idéia, não?) e a corrida de São Silvestre. E mais: Hubert estreará como o novo "Lula" gravando um CD com canções natalinas.

* A Diarista: Em seguida, será a vez da festa de Marinete e companhia. Numa decisão acertada, o programa dará espaço para Solineuza, que virará uma gênia da lâmpada, a Soligênia. Ela dará a Marinete o direito de fazer três desejos, o que dará início a uma grande confusão.

20/12
* Xuxa Especial: Xuxa perdeu seu horário no dia 24 e teve que se contentar com um especial na quarta-feira, após Páginas da Vida. Será uma mistura de teatro com musical tratando de problemas ecológicos. Na história, Papai Noel diz que não vai participar do Natal porque o Pólo Norte está derretendo e ele precisa de um local menos quente e mais seguro. Por isso, pede ajuda à Guizinho, o Espírito do Natal, personagem vivido por Xuxa (ai, que medo). A rainha cantará (ai, que medo 2) Herdeiros do Futuro e Planeta Azul.

21/12
* A Grande Família: O Natal da aclamada família (salve!) será conturbado. No episódio A Última Ceia, Nenê (Marieta Severo) estará desanimada com a data, já que Bebel não fala com ela e Lineu (Marco Nanini) não quer saber de Agostinho (Pedro Cardoso). No supermercado, Nenê reclamará da desunião. Mas, para sua surpresa, ela será premiada com um carrinho cheio de produtos natalinos. Nenê cairá no choro e garantirá que organizará uma grande festa. Porém, Lineu e Agostinho não estarão dispostos a fazer as pazes. O taxista, vestido de Papai Noel, pegará um saco de presentes deixado no Paivense para distribuir para a criançada. Lineu, que passou o ano recolhendo as lembranças, ficará furioso. Os dois começarão a brigar e terminarão na cadeia.

* Dom: Logo depois, a Globo levará ao ar o projeto de série Dom, que contará a história do jovem Teo (Bruno Gagliasso), que tem poderes paranormais. O episódio se passará numa excursão dele com os irmãos, Diogo (Luigi Baricelli) e Cali (Fernanda Paes Leme), por uma reserva florestal. Graças a esse passeio, várias revelações serão feitas.

22/12
* Os Amadores: Outro projeto de seriado, Os Amadores, voltará em uma segunda edição — a atração já foi testada em dezembro de 2005 e recebeu indicação ao Emmy Internacional — na sexta-feira, após o Globo Repórter. O episódio será uma continuação do primeiro, em que quatro homens completamente diferentes morrem na mesma noite, depois voltam juntos do além e se tornam amigos. Com Cássio Gabus Mendes, Otávio Muller, Matheus Nachtergaele e Murilo Benício.

23/12
* Mais Você: O programa de Ana Maria Braga exibirá a primeira de suas duas edições especiais, depois da TV Globinho.

* Estrelas: A atração de Angélica também terá dupla comemoração. No dia 23, a apresentadora participará de uma festa natalina na casa de Renato Aragão, Marli Bueno — a Irmã Má de Páginas da Vida — ensinará a receita de um cuscus marroquino (interessantíssimo, não?), e Marcos Frota mostrará o coral natalino de Curitiba (a criatividade do programa nos surpreende).

* Central da Periferia: Regina Casé comandará uma homenagem ao samba em plena Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Zeca Pagodinho, Exaltasamba, Marcelo D2, AfroReggae e Bonde dos Havaianos se apresentarão. E a apresentadora também chamará ao palco Ana Maria Braga, Reynaldo Gianecchini, Pedro Cardoso, Juliana Paes, Thiago Martins e a jogadora de vôlei Isabel.

* Zorra Total: Ainda tem fôlego? No especial de Natal do Zorra Total, os personagens vão receber as visitas de seus sobrinhos – todos bem parecidos com os tios – para uma grande troca de presentes.

* Evelyn - Uma História Verdadeira: Em seguida, o Supercine Especial exibirá Evelyn - Uma História Verdadeira, sobre o drama de um pai que luta para criar seus filhos sozinhos na Irlanda, em 1953. Apesar de ter perdido a custódia das crianças, ele desafia uma lei aparentemente inflexível no tribunal.

24/12
* Esporte Espetacular: O programa produzirá a Árvore Espetacular, enfeitada com imagens escolhidas por atletas brasileiros como as mais marcantes do ano. Ainda fará um desafio ao telespectador: adivinhar quem são os personagens da Família Noel, formada por pai e mãe atletas (oh, esta é inédita). E uma reportagem especial vai destacar a importância da fé na vida de esportistas e torcedores.

* Os Caras de Pau: O tema da terceira edição? Natal, é claro.

* Estação Globo: Na festa de Natal de Ivete, Xuxa e Sandy & Júnior serão presenças garantidas.

* Turma do Didi: Daniel, Jacaré, Marcelo, Tatá, Dodô e Pedro ficarão chateados por conta de presentes de Natal trocados. A surpresa — adivinhem — será a participação de Livian, filha de Renato Aragão. Precisamos comentar?

* Esqueceram de Mim 4: Pode rir. A obsessão da Globo estará, sim, de volta, no Temperatura Máxima. Um menino de nove anos passará o Natal na mansão da nova namorada de seu pai. Além da difícil tarefa de manter seus pais unidos, o menino precisará impedir que dois bandidos pratiquem um plano malvado.

* Domingão do Faustão: O programa revelará os vencedores do prêmio Melhores do Ano.

* Fantástico: A atração mostrará os seis mais bonitos presépios do país, fará a tradicional brincadeira de amigo oculto entre artistas, atletas e outras personalidades que se destacaram em 2006 e convidará seis artistas para criarem versões para o tema de Natal. O encerramento ficará à cargo das Meninas Cantoras de Petrópolis (será que este é o único coral do Brasil?).

* Papai Noel Existe: No especial, que irá ar ao depois do Fantástico, o bom velhinho (Reginaldo Farias) ajudará a preservar a família formada por Luciana (Carolina Kasting), Roberto (Daniel Boaventura) e Dudu (David Lucas).

* Um Presente de Natal: Em seguida, Pato Donald e seus amigos encantarão as crianças no Desenho Especial.

* Missa do Galo: Precisamos dizer alguma coisa?

25/12
* Mary Poppins: Na madrugada do Natal, após a Missa do Galo, o Domingo Maior Especial exibirá (pela milésima vez) o clássico Mary Poppins, de 1964.

* A Creche do Papai: A Tela Quente Especial será preenchida pela comédia estrelada por Eddie Murphy. A história: dois publicitários são demitidos de seus empregos e abrem um negócio para cuidar das crianças da vizinhança.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Globo garante exibição das Copas de 2010 e 2014

A Record bem que tentou, mas a Globo levou os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2010 e 2014. Detalhe: a proposta financeira da emissora carioca pelo pacote — em torno de US$ 120 milhões — foi inferior à do canal paulista — cerca de US$ 180 milhões.

O diretor-geral da Globo, Octávio Florisbal, garante que a vitória sobre a concorrente teve como motivo uma proposta racional, com uma abordagem qualitativa. Em entrevista ao colunista Daniel Castro, da Folha de S. Paulo, Florisbal explicou que lembrou à Fifa que a rede tem melhor cobertura terrestre (99% do país) e audiência cinco vezes maior do que a da Record. Mais: possui bom relacionamento com a entidade, além de ser a emissora que mais investe em futebol na América Latina.

O projeto do canal prevê ainda uma campanha de mobilização se o Brasil for escolhido para sediar a Copa de 2014. Neste caso, a Fifa receberia um valor adicional e os patrocinadores do evento teriam maior visibilidade. A Record não quis comentar o resultado da disputa.

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Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro, esposa de Roberto Justus, não são exatamente patricinhas, mas foram escolhidas pela direção da Record para estrelar a versão brasileira do reality show The Simple Life. A atração original, exibida pela Fox, é comandada por Paris Hilton e Nicole Richie. Estas sim patricinhas. Elas passaram algumas semanas vivendo uma "vida simples", sem cartões de crédito, telefones celulares e o status de celebridades. Na primeira temporada, ambas tiveram que morar com uma família do interior do Arkansas.

Antes de definir que Karina e Ticiane estariam à frente do reality, a Record tentou contratar a modelo Caroline Bittencourt, a apresentadora Daniela Cicarelli e a empresária Cristiana Arcangeli. Apenas a última é verdadeiramente milionária e acostumada à uma vida de luxo, o perfil original para a participante do programa.

Acima, foto de Karina Bacchi na Playboy de dezembro

Mais de dois meses após o fim da terceira edição do reality show O Aprendiz (Record), o apresentador da atração, o empresário Roberto Justus, confirmou hoje que contratou a candidata que havia demitido na final do programa, Beatriz de Queiroz. Bia perdeu o cargo na agência de marketing direto Wunderman, em Nova York, para Anselmo Martini, que assumiu a função no dia 1º de novembro.

Mas, logo depois do fim do reality, a polêmica concorrente ganhou um emprego na Young & Rubicam, uma das agências controladas pelo grupo Newcomm, de Justus. "Eu disse a ela que não poderia levá-la para trabalhar em Nova York. Às vezes ela é uma pessoa difícil de lidar. Mas todos a adoram na agência", se contradisse o empresário durante o lançamento da quarta edição de O Aprendiz, que buscará um sócio para ele.

Justus também revelou que o vencedor da segunda edição, Fábio Porcel, foi rebaixado de cargo porque seu rendimento não agradou. "Porcel ficou devendo e, por isso, está recomeçando por baixo", afirmou. Saiu da gerência de novos negócios da Newcomm e entrou na área de atendimento de contas da Young & Rubicam. Já Viviane Ventura, vencedora de O Aprendiz 1 e conselheira de O Aprendiz 3, foi promovida a executiva da Wunderman no Brasil.

A mudança de âncora do SBT Brasil parece não ter agradado os espectadores. A estréia de Carlos Nascimento e Juliana Alvim no comando do telejornal, em substituição a Ana Paula Padrão, teve média de 3,9 pontos de audiência na Grande São Paulo, de acordo com o Ibope. O índice é quase um ponto menor do que o registrado anteriormente — em torno de 4,7. A queda ainda pode ser reflexo da alteração do horário do SBT Brasil, que passou das 21h para as 21h25m.

O colunista Daniel Castro, da Folha de S. Paulo, informa que a escolha de Juliana Alvim para formar dupla com Carlos Nascimento só aconteceu na segunda-feira, data da estréia do "novo" telejornal, agora editado por Paulo Nicolau, ex-chefe de redação da Record. Antes, a rede de Sílvio Santos tentou contratar as jornalistas Renata Vasconcelos (apresentadora do Bom Dia Brasil), Cristina Serra (ex-correspondente da Globo em NY, atualmente em Brasília) e Mariana Ferrão (do Jornal da Band).


Campanha dos cassetas para o posto de novo "Lula"

O humorista Hubert foi eleito pelos espectadores do Casseta & Planeta para substituir Bussunda na tarefa de imitar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado da eleição irá ao ar na edição de hoje do programa. Pelo visto, Hubert está se especializando em satirizar presidentes, já que interpretou por oito anos o personagem Viajando Henrique Cardoso, inspirado em FHC. De acordo com a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, a vitória foi apertada. Beto Silva teria chegado perto de vencer.


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Casseta & Planeta faz eleição para novo "Lula"

A próxima novela de Aguinaldo Silva, cujo nome seria É a Educação, Estúpido e falaria sobre o universo da educação, passou por significativas mudanças. A trama, que sucederá a Paraíso Tropical na faixa das 21h da Globo, agora se chamará Duas Caras e tratará do mundo da política.

O protagonista do folhetim, interpretado por Eduardo Moscovis, mentirá sobre sua vida para conseguir ser eleito. A novela repetirá a dobradinha de Senhora do Destino, com Aguinaldo assinando o texto e Wolf Maya, a direção. No elenco, devem estar Susana Vieira, Bárbara Borges, Taís Araújo e Lázaro Ramos.

Com informações de Flavia Cirino (Canal Zap)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Esporte Espetacular tem nova apresentadora

Já virou tradição nos programas de esportes: mais do que talentosas, as apresentadoras precisam ser "gostosas". Afinal, agora faz parte do trabalho desfilarem de biquini enquanto praticam algum esporte radical. Parecendo seguir essa lógica, a Globo contratou a jornalista Cristiane Dias, de 26 anos, que esteve por dois anos à frente do Stadium, da TVE. Ao lado de Luis Ernesto Lacombe, ela apresentará o Esporte Espetacular e fará reportagens para a atração, a partir do próximo domingo.

A bela Cristiane substituirá a talentosa Glenda Kozlowski, a experiente Mylena Ceribelli e a versátil Mariana Becker, que se revezavam no comando do programa. Com tantas boas antecessoras, a jovem jornalista terá que suar para provar que sua escolha para o cargo não se deveu apenas a seu corpinho — ou melhor, corpão — bonito.

A RedeTV terá que aposentar o seu principal slogan — a rede de tevê que mais cresce no Brasil. Em 2006, a emissora teve sua audiência diminuída, ou seja, não registrou qualquer crescimento em relação a 2005. O mesmo aconteceu com o SBT, que perdeu espectadores.

Por outro lado, a Record aumentou o seu Ibope em 22% no período. Sua média diária de audiência passou de 5 pontos no ano passado para 6,1 neste ano. A Band e a Globo também cresceram: a primeira, 7% (de 2 pontos para 2,2); a segunda, 2% (de 21,2 para 21,6).

O número de televisores ligados na Grande São Paulo também aumentou. A média diária (de 7h às 24h) subiu de 44,8% em 2005 para 45,5% de janeiro a novembro de 2006.

Com informações do colunista Daniel Castro (Folha de S. Paulo)


Vinheta com Xuxa e seu pai

A Globo começou a exibir na noite de hoje, durante o Fantástico, sua campanha de fim de ano de 2006. Xuxa, Fátima Bernardes, Tony Ramos e Carolina Oliveira são algumas das estrelas da emissora que participam das vinhetas, com duração de 30 segundos cada. Ao lado delas, integrantes de suas famílias — tema dos vídeos.

A apresentadora de programas infantis aparece com o pai, com quem já teve um desentendimento público; a âncora do Jornal Nacional, com o pai e a mãe; o veterano ator, com a esposa; a jovem atriz, com o irmão. Em seguida, o coral de funcionários da Globo conta a tradicional — e, convenhamos, desgastada — música Um Novo Dia, de Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Nelson Motta. Aquela do "hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou..." Alguém ainda aguenta ouvi-la?


Vinheta com Fátima Bernardes e seus pais


Vinheta com Carolina Oliveira e seu irmão

Que as novelas brasileiras — especialmente as produzidas pela Globo — são sucesso internacional, todo mundo sabe. Mas poucos têm acesso às versões estrangeiras das tramas, quase sempre dubladas. Já imaginou Murilo Benício "falando" em espanhol, Giovana Antonelli em russo e Vera Fischer em inglês? Não precisa mais imaginar. O Tevê Aberta reuniu seis vídeos de novelas dubladas (abaixo) para você matar a curiosidade e, de quebra, ficar feliz com o fato de que não somos os únicos a engolir dublagens mal feitas.


O Clone 1


O Clone 2


Laços de Família 1


Laços da Família 2


Começar de Novo


Porto dos Milagres

Quatro anos depois de ser demitida por Xuxa, Marlene Mattos prepara sua volta ao veículo que a consagrou. Atualmente, ela dirige o programa Amigas Invisíveis, apresentado pelo vencedor da quinta edição do Big Brother Brasil, Jean Willys, na Rádio Globo. O retorno à tevê deve acontecer em março, na Band Rio.

O fato curioso fica por conta da nova "pupila" de Marlene: a futura ex-governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus. De acordo com o colunista Daniel Castro (Folha de S. Paulo), a esposa de Anthony Garotinho vai comandar um programa, orientada por Mattos. A atração terá uma hora de duração e irá ao ar às 11h.

Mas os críticos das apresentadoras infantis não precisam se preocupar: a atração não será dirigida às crianças, portanto não há risco de Rosinha virar a nova "rainha dos baixinhos". A intenção é fazer um programa de entrevistas voltado para as mulheres. Marília Gabriela que se cuide...

Saiu Adriane Galisteu, entrou Celso Portiolli. O ex-apresentador do Passa ou Repassa estreou hoje à frente do Charme (SBT), liderado por Galisteu desde agosto de 2005. Apesar de boatos que garantiam a mudança, a emissora de Sílvio Santos não chegou a anunciar oficialmente que a modelo perderia o comando da atração.

A falta de planejamento na alteração ficou clara logo no início da edição desta sexta-feira do programa, já que a abertura — com imagens e o nome de Adriane — e o cenário continuaram os mesmos. O que não permaneceu igual foi a audiência do Charme. Ontem, com Galisteu, a atração registrou média de 5,7 pontos, alcançando o segundo lugar no Ibope; hoje, com Portiolli, deu 4,3, caindo para terceiro.

O programa retomou seu formato original, se concentrando na distribuição de prêmios em dinheiro. Parte da platéia disputou um jogo de perguntas e respostas. Quanto a Adriane Galisteu, comenta-se nos bastidores que ganhará um nova atração, semanal. Só não se sabe quando...